Transformação digital na advocacia é o processo de modernização do trabalho dos advogados por meio das tecnologias digitais para conseguir melhores resultados e serviços.

A transformação digital na advocacia é uma realidade proporcionada pela revolução tecnológica, que também impactou o mercado jurídico. Em um nicho tão tradicional, como é o do direito, é natural que advogados mais experientes e outros que estão ingressando agora no ramo profissional se assustem com a velocidade com que as coisas acontecem e mudam. 

Porém, a transformação digital na advocacia deve ser vista sob uma perspectiva positiva: com ela há uma grande chance de tornar seu trabalho ainda mais prático e eficiente.

Nesta nova realidade – que não era tão comum na década passada e, tampouco, falada nas salas de aula de direito -, a forma de lidar com a profissão se modernizou, permitindo que muitos profissionais pudessem aderir ao home office, participando de audiências virtuais, dentre outras práticas que hoje fazem parte do “novo normal” da advocacia. 

Dessa forma, a figura do advogado com escritório entupido com pilhas de papéis e documentos (quase sempre desorganizados) foi alterada consideravelmente e é sobre isso que viemos conversar neste artigo. Você vai entender mais sobre:

O que é a transformação digital e quais são os benefícios para advogados?

Mas se isso está no passado, o que será o presente e o futuro dos advogados? E o que é exatamente essa tal “transformação digital da advocacia”? 

Simples: transformação digital na advocacia é o processo de modernização do trabalho dos advogados por meio das tecnologias digitais para conseguir melhores resultados e serviços. Isso passa não somente por uma mudança de metodologia, mas principalmente por uma mudança de mentalidade e de cultura no mundo do direito.

O advogado do futuro é, nesse sentido, o que faz bom uso de todos os recursos que a tecnologia proporciona para a sua atuação profissional, podendo recorrer, por exemplo, a ferramentas digitais para aumentar a eficiência e produtividade no trabalho, entregando resultados melhores e atraindo ainda mais clientes com isso. 

Tudo isso permite uma gestão mais rápida, prática e eficiente tanto para escritórios quanto para advogados que escolheram uma carreira solo, atenuando as burocracias que eram características da papelada que ocupava tempo e espaço nos escritórios jurídicos.

Logo, com a chegada da transformação digital na advocacia e com o uso de boas estratégias de marketing, é possível conseguir clientes não só na região onde você trabalha, mas em vários locais do país, prestando serviços de alta qualidade e fazendo de você um profissional mais valorizado e competitivo no concorrido mercado jurídico. 

Quais são os principais desafios para os advogados neste cenário? 

Na era da transformação digital na advocacia, a maior dificuldade para os advogados não é tanto a adaptação ao uso das novas tecnologias, mas sim a mudança de mentalidade que permite que seu trabalho produza os benefícios que essa mudança tecnológica traz.

Há também dificuldades de natureza mais concreta, digamos, como possíveis erros na coleta e processamento de dados que possam gerar prejuízos para os acompanhamentos processuais e, consequentemente, para advogados e clientes, bem como uma necessidade de rebranding que mude de forma profunda a antiga identidade do escritório ou sociedade de advogados.

Esses obstáculos, porém, são superáveis, através da contratação de profissionais ou agências especializadas em consultoria e marketing jurídicos, que podem ser muito úteis nesse processo.

Resistência à mudança e conservadorismo excessivo 

É comum encontrarmos no mundo do direito (e até mesmo fora dele) o pensamento ultrapassado de que advogado é um profissional que só deve entender de leis, jurisprudências e decisões judiciais, e que, para a área tecnológica, já existem outros profissionais. 

O meio jurídico pode ser bem resistente a mudanças e bastante “engessado” em costumes e tradições que não fazem mais sentido no mundo de hoje, o que faz com que não seja ensinado nas salas de aula das faculdades nada além do direito técnico, o que pra nossa realidade já não é mais suficiente.

Inexperiência em áreas “não jurídicas”

Teoricamente, desde a faculdade aprendemos que o direito está em contato permanente com outros saberes, como sociologia, história e economia. Contudo, na prática vemos que isso fica restrito somente a algumas disciplinas no início do curso, deixando a formação jurídica muito “encaixotada” somente na memorização de doutrinas, artigos e conceitos somente da nossa profissão.

Isso faz com que os advogados, no geral, possam ter um conhecimento muito raso, superficial e insuficiente de qualquer área de conhecimento além do direito, o que limita sua atuação e desenvolvimento profissional, particularmente quando essa falta de conhecimento se estende a áreas que são cada vez mais importantes para nossa profissão, como a tecnologia.

Desconhecimento de novas tecnologias e tendências do mercado 

Esse desconhecimento que mencionamos acima vai na contramão não somente das tendências do mercado de trabalho como um todo, mas especificamente do mercado de trabalho de advogados, que desde o início dos anos 2000 dava os primeiros passos na transformação digital na advocacia, inclusive por meio de de leis como a 11.419/2006, que estabeleceu a possibilidade de informatização dos processos judiciais.

Art. 2º O envio de petições, de recursos e a prática de atos processuais em geral por meio eletrônico serão admitidos mediante uso de assinatura eletrônica, na forma do art. 1º desta Lei, sendo obrigatório o credenciamento prévio no Poder Judiciário, conforme disciplinado pelos órgãos respectivos.

Atualmente, todos os processos judiciais são eletrônicos e mesmo os processos físicos estão sendo digitalizados por determinação dos Tribunais.

Para exercer a advocacia, o profissional necessita não mais apenas da inscrição nos quadros da OAB, mas também possuir um dispositivo que dê acesso ao sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe), o que mostra a importância cada vez maior da tecnologia no cotidiano de trabalho dos advogados.

A verdade é que, agora, quem não possuir conhecimentos básicos na área de tecnologia, terá grandes dificuldades para exercer a advocacia.

Como realizar a transformação digital na advocacia no meu escritório?

Você agora deve estar se perguntando: “ok, eu já entendi o que é transformação digital e qual é a sua importância, mas como vou aplicar isso no meu escritório ou na minha rotina de trabalho?”.

A resposta para essas perguntas também não tem nada de complicada. Vamos te explicar agora:

1ª fase: digitalização do escritório e a gestão da informação

Em primeiro lugar, é preciso ter a vontade de implementar a transformação digital na advocacia em sua rotina.

No caso de escritórios e sociedades de advogados, pela nossa experiência é extremamente necessário que a ideia tenha a aprovação de todos os sócios, senão a verdadeira transformação digital não vai ser implantada com sucesso.

Promover cursos, treinamentos e premiar aqueles que favorecem essa mudança de cultura no âmbito do escritório são medidas importantíssimas que não podem ser deixadas de lado, assim como investir num setor específico de TI com funcionários capacitados que possam dar instrução e formação contínuas aos sócios, advogados, estagiários e demais funcionários.

2ª fase: ganho de eficiência

Um dos maiores benefícios, senão o maior, proporcionados pela transformação digital na advocacia é a tão sonhada maximização da eficiência: fazer mais, com mais qualidade, em menos tempo e com custos humanos e financeiros menores.

O uso de inteligência artificial e Big Data, com sistemas ágeis de controle e organização internos de gestão e acompanhamento processual, tem se mostrado muito eficaz em promover melhorias no dia a dia de advogados e escritórios, aumentando a produção e diminuindo gastos de tempo e dinheiro, gerando assim um grande aumento da eficiência no ambiente de trabalho.

Contrate e gerencie advogados sob demanda

Outra forma de promover mais eficiência ao trabalho interno do seu escritório é a contratação de advogados para cumprimento de prazos por demanda, como já falamos em nossa Live #025, assista abaixo:

3ª fase: cresça de forma digital

Da mesma forma que advogados às voltas com pilhas de papéis estão no passado, também ficaram para trás os advogados que precisam ir em gráficas encomendar centenas de cartões personalizados com nome e contato para sair distribuindo por aí, torcendo para conseguir algum cliente com isso.

Com uma melhor gestão de informação e maior eficiência, será possível alavancar seu escritório ou sua carreira através dos meios digitais, com a adoção de práticas de marketing jurídico, divulgação de conteúdos informativos em redes sociais como LinkedIn e Instagram, ou até mesmo a contratação de profissionais e/ou agências especializados em marketing digital.

Como a transformação digital na advocacia pode acontecer em um escritório muito conservador?

No caso de escritórios em que haja grande resistência a promover uma efetiva transformação digital, o trabalho de convencimento deve ser realizado a partir dos sócios que sejam contrários à ideia, já que, como explicamos, a mudança de mentalidade nesse ponto ocorre sempre “de cima pra baixo”. 

Deve-se explicar com clareza que a transformação digital é um processo que não tem volta, e que tentar lutar contra isso é remar contra a maré do mercado, o que pode trazer prejuízos muito graves para o escritório, e até mesmo o encerramento de suas atividades (o que certamente nenhum dos sócios vai desejar).

Mais uma vez, investir em palestras informativas e cursos de capacitação é fundamental para permitir que as mudanças ocorram até mesmo nos ambientes mais conservadores do direito.

No nosso canal do YouTube, estamos sempre falando sobre esse tipo de assunto, de forma gratuita, para te ajudar a modernizar a sua maneira de atuação no direito. Inscreva-se por aqui para não perder as nossas lives semanais!

Conclusão: quais as habilidades que o advogado do futuro deve ter?

Como sempre fazemos questão de repetir por aqui, o advogado não é só um profissional do direito, mas antes de tudo é um empreendedor, alguém que está no mundo dos negócios, e por isso precisa entender também de marketing, liderança, inovação jurídica e tecnológica, estratégias de comunicação, e tudo isso está envolvido na transformação digital da advocacia e, portanto, no futuro da advocacia.

Além de aprendermos sobre direito, é necessário que aprendamos também técnicas e habilidades comportamentais, como gestão e delegação de responsabilidades, aptidão para vendas, dentre outras. Em resumo, o advogado do futuro será um profissional que deve dominar diversas áreas de conhecimento para manter-se competitivo no mercado.

Por isso, para você começar agora a imergir nessa realidade, acesse o nosso e-book gratuito: Tecnologia e inovação para advogados na prática.

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