SEO (Search Engine Optimization, ou otimização para motores de busca, é a aplicação de técnicas e estratégias para garantir que seu site apareça no primeiro lugar de um buscador. Aplicar técnicas de SEO para advogados é essencial para uma boa estratégia de Marketing Jurídico.

Por ser o maior buscador do mundo, vamos focar, aqui, em explicar um pouco sobre SEO voltado para o Google.

Primeiro, para entender melhor a importância de aplicar técnicas de SEO em seu site, faça o seguinte teste: abra uma nova aba ou janela faça uma das seguintes pesquisas (ou outra que achar mais interessante):

  1. O que é LGPD;
  2. Como fazer parcerias juridicas
  3. Modelos de petição

Se alguém lhe pedisse para resumir brevemente o que é LGPD, explicar como fazer parcerias jurídicas ou buscar um modelo de petição, em qual link você clicaria: no primeiro, ou no último da primeira página?

Quantas vezes por dia você faz uma busca no Google, e acessa um site para obter a informação? Pense, então, em quantos clientes você poderia estar adquirindo, sem ferir o código de ética da OAB, apenas por posicionar bem seu site no buscador?

Se isso é algo que você considera interessante, continue lendo porque explicaremos melhor sobre SEO e como aplicar algumas técnicas no site do seu escritório de advocacia.

Perguntas que vamos responder ao longo desse texto:

  1. O que é o SEO para advogados?
  2. Como otimizar os conteúdos do seu escritório para o Google?
  3. Existem diferentes tipos de SEO?
  4. Quais as melhores práticas para o Google?

O que é SEO para Advogados?

SEO é o conjunto de técnicas e estratégias de otimização empregadas em sites, blogs e páginas da web para obter um bom rankeamento em buscadores. Aqui, focaremos no Google, pois é o maior buscador do mundo, contando com mais de 5 bilhões de buscas diárias (cerca de 60.000 buscas por segundo!)

O SEO para advogados, agregado a uma boa estratégia de marketing jurídico, pode ser a chave para crescer a visibilidade do escritório de advocacia e a captação de clientes sem ferir as regras do Código de Ética da OAB.

Mas como o Google encontra meu site?

Entenda o Google

Não vamos estender o conteúdo com muito vocabulário e conceitos técnicos. De forma resumida, o Google rastreia (crawl) sites por meio de robôs (spiders) que encontram novas páginas para indexar. Indexar é colocar as informações em uma espécie de índice do buscador, organizando-as para apresentar nas respostas conforme a busca.

Feita a indexação, ele passa ao ranking. Esse é autoexplicativo: o Google decide como rankear as páginas para determinado resultado conforme uma série de algoritmos.

Assim, se lá no início você pesquisou por “como fazer parcerias juridicas”, o Google rapidamente rastreou, trouxe uma série de páginas que estavam indexadas, e apresentou de forma rankeada conforme melhor atendesse sua busca.

Aqui fica um aviso: se alguém prometer colocar seu site em primeiro lugar em dias, ou disser que conhece todos os algoritmos do Google, suspeite! Ninguém sabe todos os algoritmos utilizados pelo buscador, e SEO é uma estratégia a longo prazo: sites que sobem muito rápido dificilmente o fazem aplicando as boas técnicas.

O SEO envolve estratégias de SEO on page, que são realizadas dentro do seu site, off-page, realizadas fora do site, como as estratégias de link building; e estratégias de SEO técnico, que envolvem trabalhar na velocidade do site, na responsividade para mobile, entre outros conceitos.

Aqui, vamos focar em algumas dicas rápidas de SEO on page.

Dicas de SEO para seu escritório de Advocacia

1. Faça uma boa pesquisa de palavras-chave

Antes mesmo de definir o que escrever ou o que rankear no Google, é importante definir as palavras-chave. Descubra o que sua persona está procurando, porque de nada adianta escrever um texto maravilhoso se ninguém estiver buscando por ele, não é? (Você pode, claro, fazer isso e divulgar o texto em redes sociais, e-mail, etc, mas as chances de conseguir tráfego do Google com ele são bem pequenas).

Algumas ferramentas que recomendamos para pesquisar palavras-chave:

  1. SEMRush (paga);
  2. Keywordtool.io (a versão gratuita é suficiente);
  3. Google Keyword Planner
  4. Answer The Public
  5. Ubersuggest

Palavras-chave podem ser head tail ou long tail. Palavras chave head tail são aquelas mais amplas, com alto volume de buscas e intenção de buscas nem sempre identificável. Termos como “escritório de advocacia”, “modelo de petição” e “marketing digital” se encaixam nessa categoria.

Já palavras chave long tail são mais específicas, e com menor volume de buscas. Se seu site está começando uma estratégia de SEO, recomenda-se que você foque em palavras-chave long tail, que sejam mais específicas para sua persona, com menor competitividade.

2. Trabalhe a palavra-chave no conteúdo

Atenção aqui! Antes de algumas atualizações do Google, bastava focar no volume de aparições de uma palavra-chave para rankear bem no buscador, mas não funciona mais assim. Trabalhe bem a palavra-chave.

Para entender o que isso significa, primeiro analise a intenção de busca do usuário. Alguém que pesquisar “receita de bolo de laranja” não quer saber de um texto contando a história do bolo de laranja, portanto, não tente rankear esse conteúdo para a palavra chave “receita de bolo de laranja”.

Mesmo que você consiga colocar seu site no topo para algo completamente desconexo da intenção de busca (vide exemplo acima), quando o usuário entrar em seu site e ver que não é o que buscava, a tendência é fechar rapidamente e passar ao próximo resultado da lista. Isso envia um péssimo sinal do seu conteúdo para o buscador, e você não vai ficar no topo por muito tempo.

Uma boa forma de entender como fazer um bom conteúdo para determinada palavra chave é analisando o que já está rankeando para ela. Digite a palavra-chave no Google e leia os 10 primeiros conteúdos. São mais visuais? Estão incompletos e você tem informações para fazer algo melhor? O próprio Google já dá a resposta?

Evite tentar rankear para coisas que o próprio Google responde. Digitar, por exemplo, “altura do Big Ben” não vai levar o usuário a site algum, porque a resposta aparece no próprio buscador. Claro que você pode escrever um artigo sobre isso, mas não conte com o tráfego orgânico como fonte principal de tráfego.

Apesar da palavra-chave não ser mais o foco, há algumas boas práticas em relação a ela:

  • Deve aparecer no Título;
  • deve aparecer na meta-descrição;
  • tente colocá-la no primeiro parágrafo do texto (ou nas primeiras 100 palavras);
  • tente incluí-la em, ao menos, um intertítulo (mas não o faça se ficar forçado demais e comprometer a qualidade!);
  • deve aparecer na descrição alt de imagem;

Uma ferramenta que pode ajudar nessa parte é o Yoast (mas não se prenda às exigências de legibilidade dele, e nem tente deixar tudo verdinho se for comprometer a qualidade da escrita, ok?)

Atenção: não existe uma quantidade mínima de aparições da palavra-chave no texto, mas colocar a palavra-chave muitas vezes pode ser interpretado como keyword stuffing pelo buscador, que acha que você está utilizando más práticas para chegar ao topo, e isso gera penalização do seu site. Por isso, foque sempre em entregar um conteúdo de qualidade a seu usuário!

3. Qualidade do texto é essencial

Uma regra geral de SEO, que não deve mudar não importa quantas atualizações o Google fizer (e ele faz muitas), é que o foco é o usuário. Há, sim, técnicas aplicáveis para que o buscador encontre sua página e entenda que ela é relevante para determinada busca, mas as técnicas só surtem efeito se o conteúdo for de qualidade.

Então não adianta escrever um texto superficial sobre um assunto só para rankear. Fatores como tempo do usuário na página, número de acessos orgânicos, taxa de rejeição são indicativos da qualidade do conteúdo, e você só consegue métricas positivas se o usuário gostar do seu conteúdo e escolher ficar na sua página.

4. Escaneabilidade

Escrever para a internet é um pouco diferente de escrever artigos jurídicos convencionais. Talvez isso seja o fator de maior dificuldade dos advogados, porque envolve textos alinhados à esquerda (em oposição ao texto justificado a que estamos acostumados), uma boa intercalação de blocos textuais com bullet lists, imagens e intertítulos, e outras técnicas específicas de produção de conteúdo.

Isso não gera impacto direto para o buscador, mas se relaciona ao ponto anterior: impacta positivamente o usuário. O Google está, cada vez mais, buscando melhorar a experiência do usuário (e assim se mantem como o maior buscador do mundo), então cabe a nós acompanhar essa tendência.

5. Link Building

Link Building é o nome dado a estratégia de adquirir links para seu site. Para isso, é essencial garantir que seu site seja um para o qual as pessoas queiram enviar links!

Links funcionam como uma indicação para o Google de que uma página existe. Alguns benefícios de um bom trabalho de link building são:

  • Suas páginas e domínios adquirem mais autoridade, o que fortalece sua marca;
  • Você constroi relacionamentos com outros sites e usuários;
  • Usuários podem conhecer seu site através daquele que enviou o link;

Você pode adquirir links por merecimento, quando seu conteúdo é bom o suficiente para outros sites optarem por enviar links, ou através de prospecção ativa: você vai atrás de sites com esse objetivo. Nesse caso, atente-se: o importante é ter links de qualidade.

Na linkagem interna, trabalhe com topic clusters. É uma forma de estruturar os links internos de seu site para que eles guiem o usuário de forma coerente e mapeada, de forma que fique organizado.

Algumas ferramentas que podem ajudar com isso:

  1. Ahrefs;
  2. SEMRush;
  3. Ubersuggest;
  4. Moz – Link explorer;

Aplique essas cinco dicas e veja seus resultados ao longo do tempo. Google Analytics e Google Search Console são seus aliados na hora de acompanhar métricas, então não deixe de acessá-los.

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