Entre os anos de 2015 e 2016, surgiu o Ross, o primeiro robô advogado.  

O Ross é capaz de entender a linguagem humana, responder perguntas, formular hipóteses, monitorar o surgimento de novas decisões e alterações legislativas…

Desde a emergência das novas tecnologias baseadas na inteligência artificial, os advogados têm se questionado se a sua profissão será ou não extinta.

Na visão da Freelaw, a resposta a essa questão é igual àquela para a maior parte das perguntas jurídicas: “depende”…

Leia este post até o final e entenda quais advogados possuem a sua função ameaçada e como se diferenciar de um robô advogado.

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O Robô advogado: as habilidades dos sistemas baseados em Inteligência Artificial

De acordo com um estudo conduzido pela Institute For The Future e realizado pela Dell Technologies, 85% das profissões atuais não existirão até 2030.

Isso, em razão das novas tecnologias baseadas em inteligência artificial.

A advocacia será uma das profissões extintas até 2030?

Não há dúvidas de que, tratando-se de habilidades que dependem de conhecimento, os “robôs advogados” (sistemas baseados em IA) são mais eficientes que os advogados humanos.

Os “robôs” são mais rápidos na realização de atividades mecânicas.

E, além disso, a propensão a erros é significativamente menor.

Por exemplo, o sistema Case Crunch, capaz de analisar dados e prever decisões, promoveu o primeiro desafio de advogados vs. inteligência artificial.

Na oportunidade, o sistema Case Crunch ganhou o desafio com 86.6% de precisão nas previsões, comparado com 62.3% pelos advogados.

Além de os sistemas de inteligência artificial serem mais assertivos na execução de algumas tarefas, cerca de 70% do valor de determinada operação é gasto com trabalho humano.

Deste modo, os robôs advogados são imbatíveis quando as tarefas referem-se a elaboração de documentos, de petições padronizadas, realização de cálculos e análise de dados.

E, nesse contexto, a eficiência e a diminuição de custos nas operações ocasionadas pelos “robôs advogados” serão os fatores centrais para a adoção da inteligência artificial pelos escritórios e empresas, em massa.

Contudo, será que as atividades exercidas pelos advogados se resumem a essas tarefas mecânicas?

Que dependem exclusivamente do conhecimento técnico?

Segundo pesquisa realizada pela Mckinsey and Company em 2017, apenas 23% do trabalho realizado pelos advogados podem ser automatizados, atualmente.

Mas, certamente, com o passar do tempo esse percentual aumentará.

Resta saber o que diferencia um advogado humano de um robô advogado e o que os profissionais devem fazer para se diferenciarem, cada vez mais, desses “robôs”.

robô advogado

Robô advogado x Advogado Humano

Para um robô é muito simples responder com precisão uma pergunta completamente racional, que exija uma análise de dados matematicamente.

Contudo, para esse mesmo robô é difícil responder uma questão que exija o mínimo de subjetividade ou juízo de valor.

Diante disso, a forma de se diferenciar dos sistemas de inteligência artificial basta focar no desenvolvimento de habilidades que as máquinas não possuem.

 

Como abordamos em nosso texto “Advocacia 4.0”, o advogado do futuro não deve apenas ser especialista em uma área do direito.

O advogado deve também desenvolver habilidades como Growth Hacking, Customer Success, Gestão de Conflitos, Soft Skills.

Isso porque os advogados que executam tarefas que dependem apenas do conhecimento técnico tendem a ser substituídos por robôs advogados.

Mas os advogados que executam atividades que dependem de interpretação, da subjetividade e de habilidades relacionais serão cada vez mais valorizados pelo mercado.

Não existem “robôs advogados” capazes de substituir os homens em atividades e tomadas de decisão que requerem capacidades intelectuais humanas.

Ou seja, aquelas que excedem o que a tecnologia é capaz de fazer, como as habilidades acima citadas.

Nesse contexto, um estudo realizado pela LexisNexis mostrou que a opinião dos clientes sobre a qualidade do trabalho e pelas habilidades humanas empregadas é uma das características mais importantes de um advogado de sucesso.

E as mais valorizadas pelos clientes são: o cuidado e a compreensão de situações pessoais pelo advogado.

Você já viu alguma máquina capaz de se relacionar de forma subjetiva e empática com os clientes?

Essas habilidades são impossíveis de serem encontradas em um programa de inteligência artificial.

Como utilizar a tecnologia a favor da advocacia?

Os advogados que desenvolvem habilidades de gestão, de liderança, os soft skills e buscam o sucesso de seus clientes serão sempre valorizados no mercado.

Por isso é tão importante que os advogados que queiram estar inseridos no novo contexto de tecnologia, estejam sempre buscando a inovação na forma de executar os serviços jurídicos.

É essencial ampliar os horizontes em relação às capacidades necessárias para se tornar um advogado de sucesso nesse novo contexto.

Afinal, a Freelaw acredita que a tecnologia deve ser aliada da advocacia.

Que tal implementar soluções tecnológicas na sua rotina como advogado e utilizar melhor o seu tempo para melhorar seus soft skills, por exemplo?

Acreditamos que a tecnologia sempre estará a favor dos advogados dispostos a inovar e a aprender.

Falamos sobre os desafios da advocacia na Revolução 4.0 no episódio 28 do nosso podcast, e você pode escutar abaixo:

Se quiser saber mais sobre como trazer a inovação para escritórios de advocacia, leia nosso artigo: “Como abrir um escritório de advocacia 4.0: o passo a passo completo!”

Você também pode assistir à nossa aula sobre tecnologia e inovação para advogados na prática, parte de nosso curso online gratuito:

Quais os seus maiores receios em relação ao crescimento da Inteligência Artificial no mundo jurídico? Você está preparado para o advento dos ‘robôs advogados’? Comente suas expectativas!