Nos últimos anos, uma avalanche de novos termos e conceitos que se relacionam com tecnologia invadiu a advocacia. Novas regras, novas tendências e novos desafios se apresentam aos advogados e escritórios diariamente. Entre eles, um dos mais relevantes é a mentalidade de que seu escritório de advocacia é uma empresa e o mercado exige que ela seja inovadora; que esteja, no mínimo, por dentro da advocacia 4.0

Não é a intenção deste texto tratar de conceitos do ponto de vista tributário e empresarial. De forma mais precisa, o que se afirma é que seu escritório de advocacia deve ser tratado como uma empresa e, como tal, deve sempre buscar inovar

Afinal, uma revolução tecnológica está mudando a forma como o advogado e os escritórios trabalham e se relacionam com seu público. E essa realidade não é desconhecida pelos advogados. Conversando com muitos colegas, vejo o quanto estamos conscientes dessa revolução tecnológica.

Mas o que os escritórios de advocacia e seus advogados têm feito para acompanhar essa mudança?

O que deve mudar na prestação de serviços jurídicos para atender às expectativas do novo contexto da advocacia? É o que tratarei neste post.

E, se ainda estiver na dúvida quanto à necessidade que escritórios de advocacia têm de inovar, confira o episódio do Podcast Lawyer to Lawyer a respeito dos desafios da inovação em escritórios de advocacia. É só apertar o play abaixo.

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Ação diante da inovação

Diante do novo contexto tecnológico em que estamos inseridos e com as modificações nas relações humanas em razão disso, era de se esperar que a maioria de nós, escritórios, fôssemos em direção à inovação.

Era de se esperar que nós, advogados, começássemos a nos valer mais da criatividade e da tecnologia para trabalhar e adquirir clientes nesse novo cenário de inovação – que se apresenta para todo tipo de empreendimento, diga-se.

Afinal, se sabemos que estamos vivendo uma revolução tecnológica e sabemos que essa revolução está nos atingindo em cheio, a conclusão óbvia seria nos mexermos.

Surfar essa onda.

Certo?

Poucos fizeram isso.

Infelizmente, ainda é uma minoria de advogados e escritórios que se adaptaram à esse novo cenário da advocacia.

A grande parte dos que perceberam essa revolução tecnológica acontecer, ansiosos por fazer alguma coisa, se limitam a, no máximo, criar um site para o escritório ou se posicionar em alguma mídia social (geralmente, LinkedIn).

O que já é um bom começo. Mas muito pouco, diante das possibilidades que se apresentam.

Por que isso? Por que ainda não percebemos um movimento mais forte em direção à Advocacia 4.0?

Necessidade de mentalizar que o escritório de advocacia é uma empresa

Já pude formular algumas respostas para essa pergunta. Longe de querer apresentar uma verdade absoluta, talvez uma possível resposta seja a seguinte:

A maioria dos escritórios de advocacia ainda não perceberam que são uma empresa – e devem ser geridos como tal. A maioria dos advogados, por sua vez, não se colocam como empreendedores, mas, “apenas”, como advogados.

O resultado disso é que, ao abrir um escritório de advocacia, o jovem advogado quer saber apenas de arrumar uma sala (alugada), conquistar os primeiros clientes (geralmente familiares e indicação destes) e fazer aquilo que ele aprendeu na faculdade (advogar).

Sob esse “modelo de crescimento” (ter custos altos de trabalho, advogar e esperar que seus clientes indiquem mais clientes) eles levam seus escritórios adiante.

Não preocupam com a gestão da empresa.

Não se preocupam com marketing para divulgação do seu trabalho e de seus conhecimentos jurídicos.

Não se preocupam com:

  • controle financeiro nem com o faturamento do escritório
  • gestão de pessoas
  • automação do trabalho repetitivo
  • nem com investimento em tecnologia

Não se preocupam sequer em refletir se realmente é preciso alugar uma sala. Ao invés de trabalharem em casa ou em algum espaço compartilhado.

Não se preocupam com praticamente nada além de uma coisa: exercer a advocacia.

E apesar dessa falta de preocupação ter dado certo para muitos escritórios de advocacia e muitos advogados no passado, isso tende a acabar.

A concorrência vai se tornar cada vez mais forte e a advocacia e os advogados terão que se reinventar.

Os melhores escritórios vão saber usar a tecnologia disponível para: melhorar o serviço prestado; aumentar a quantidade de serviços prestados; aumentar a capacidade de trabalho, atingindo mais clientes com menos esforço; diminuir as despesas que têm.

Além disso, a pessoa que precisa de advogado não vai mais levar em conta apenas indicação de um amigo. Os clientes estão mais exigentes, e demandam alguém que faça mais do que elaborar uma peça processual e ajuizar uma ação.

Ela vai levar em conta, também, aquele escritório que se preocupa em educá-la mesmo quando ela não tem motivo algum para contratar um advogado.

Os atuais clientes, por sua vez, não vão mais aceitar contatos esporádicos. Aqueles que ocorrem antes de cada audiência e no dia em que o processo acaba. Eles vão querer muito mais de um escritório de advocacia.

Aliás, talvez eles também deixem de querer algumas coisas que foram importantes no passado. Como visitar o advogado em um escritório físico.

Você já parou para imaginar que o que acontece com os bancos hoje (extinção das agências físicas) pode acontecer com os escritórios?

Enfim. São (e serão) muitas as consequências da avalanche tecnológica que atinge a advocacia hoje. E são muitos os caminhos que um advogado pode tomar para surfar essa onda – inclusive furá-la e deixá-la passar.

É assunto que não cabe em um só post.

Para minha sorte, a Freelaw me forneceu mais de um para escrever. Por isso, poderei compartilhar algumas experiências e reflexões aqui no blog.

Até semana que vem!

Você já adotou a mentalidade de que seu escritório de advocacia é uma empresa – e deve ser tratado como tal? Compartilhe sua experiência e suas dúvidas conosco!

Se você se interessou pela experiência compartilhada pelo Pedro Severo, pode se interessar pela aula gratuita sobre como fazer seu escritório de advocacia crescer de forma exponencial. Confira abaixo – é só apertar o play.

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