Como cobrar honorários advocatícios: 12 Dicas Essenciais!
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Como cobrar honorários advocatícios: 12 Dicas Essenciais!

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Saber como cobrar honorários advocatícios é fundamental para alcançar sucesso e satisfação profissional na advocacia. Apesar disso, é comum haver dúvidas sobre a forma de calcular e realizar referida cobrança. Se você se identifica e ainda hesita na hora de definir como atribuir o valor certo a seus serviços, fique conosco, porque preparamos dicas práticas e valiosas que vão lhe ajudar. 

Trouxemos dicas de como chegar ao valor dos seus honorários e de como cobrá-los sem praticar aviltamento e acabar ‘pagando para trabalhar’. Já adiantamos um ponto valioso: não é o valor dos seus honorários que afasta o seu cliente e sim a forma como você os cobra.

1 – Não apresente o valor de forma imediata

Ao procurar o seu escritório de advocacia o cliente deseja encontrar respostas rápidas sobre os próprios direitos, sobre a ação e sobre quanto será cobrado. Entretanto, evite falar sobre o valor dos honorários advocatícios de imediato, a menos que seja um caso em que você já tenha um modelo e saiba quais os custos envolvidos.

O imediatismo pode levar à cobrança exacerbada ou abaixo do valor, sendo assim, seja paciente na hora de os cálculos necessários e encontrar o valor mais justo. Converse com seu cliente e exponha que precisa estudar o caso para dar uma resposta mais concreta, analisando todos os pontos que abordaremos adiante. Em contrapartida, seu cliente já sairá satisfeito por saber que está estudando a ação dele.

2 – Conheça os gastos e custos fixos do seu escritório

Ao precificar seus honorários advocatícios, deve-se levar em consideração os custos fixos do seu escritório, que são as despesas mensais necessárias para o prosseguimento de suas atividades, como aluguel, energia, internet e funcionários.

Negligenciar essas contas poderá levar o escritório ao déficit orçamentário. Conhecer as despesas mensais do escritório permite que você tenha maior controle financeiro e consiga uma visão mais prática de como dividir os valores nas causas representadas pelo escritório para conseguir o retorno financeiro desejado.

3 – Avalie os custos do serviço

Considere todos os custos envolvidos na realização de seus serviços jurídicos. Tais custos, chamados de despesas geradas, são aqueles que você terá com seu cliente durante a demanda. São alguns possíveis custos do seu serviço:

  • tempo gasto no estudo do caso;
  • deslocamentos;
  • viagens;
  • custos com papelaria (xerox, impressões etc.);
  • gastos com pessoal (deslocamento de outros sócios e funcionários em função do caso). 

Sabendo quanto serão os gastos para execução de suas atividades, você conseguirá chegar ao valor justo do seu trabalho.

4 – Limite mínimo e máximo da cobrança

A OAB possui uma tabela de preços para ser utilizada como base de valores para prestação de serviços jurídicos. Isso evita que profissionais pratiquem aviltamento de honorários e desvalorizem os próprios serviços e toda a categoria.

Cada seccional possui sua própria tabela, que deve ser consultada para que você entenda o valor mínimo ideal a ser estabelecido com o seu cliente. Por outro lado, o valor de seus honorários não pode exceder aquele que seu cliente receberá em caso de êxito. 

5 – Controle os gastos e despesas de cada processo

Na 2ª dica, esclarecemos a importância do controle dos gastos do escritório. Se você já aplicou na prática e está com esses gastos documentados — seja em uma planilha, software ou recurso à sua escolha — terá mais facilidade para essa parte. 

Documentar os gastos e despesas de cada processo ajudará você a controlar melhor suas cobranças, verificar momentos em que cobrou aquém do que fazia sentido, e momentos em que poderia ter cobrado menos de um potencial cliente. 

6 – Fique atento às demandas

Demandas inéditas e mais complexas demandam mais tempo e estudos do que casos genéricos, de contencioso, ou com os quais você já tem mais prática. No caso de ações com menor complexidade, é mais fácil estimar suas despesas com base em atuações anteriores. 

Se você começar a aplicar a dica 5, naturalmente terá dados suficientes sobre suas demandas mais comuns para tomar decisões com uma boa orientação quantitativa. Ainda, sabendo a média do que gasta por tempo de serviço, poderá se orientar melhor para precificar seus honorários em causas que sejam mais complicadas, com menor possibilidade de êxito e que vão contra entendimentos consolidados e legislação. 

7 – Negocie com o cliente

Agora você já sabe quanto precisa cobrar pela causa, quanto pode cobrar e quanto gostaria de receber. Com esses três valores, você possui um espaço de negociação com o seu cliente. 

É muito importante levar em consideração a situação financeira do cliente. Tenha em mente o valor mínimo necessário para não se desvalorizar ou prejudicar e esteja aberto a chegar a um valor que atenda a ambas as partes. 

Mais à frente explicaremos sobre algumas formas diferentes de cobrar honorários, o que pode ajudar na negociação.

8 – Elabore contratos escritos

Elaborar um contrato de honorários é fundamental. Isso garante a segurança dos direitos de ambas as partes e mantém uma relação transparente entre você e seu cliente. 

No contrato, especifique os custos envolvidos na ação, a forma de pagamento, entre outras cláusulas. Deixe claro para o cliente que o contrato resguarda os direitos dele também.

9 – Ofereça métodos alternativos de pagamento

A evolução da tecnologia e sua implementação no direito facilita muito o trabalho de escritórios de advocacia. Métodos alternativos de pagamento são cada vez mais viáveis, sendo possível optar por transferências bancárias, pagamentos via aplicativos de celular, entre outras opções.

Quanto mais opções seu cliente tiver para efetuar o pagamento dos honorários advocatícios, menores as chances de inadimplência. Além disso, você mostra que seu escritório está em constante atualização e reinvenção, sempre inovador.

10 – Saiba como cobrar honorários advocatícios ao final da causa ou contrate profissionais para ajudar

Se não souber comunicar uma cobrança a um cliente inadimplente, considere contratar profissionais especializados nisso. Às vezes, é melhor delegar funções e focar no que realmente importa para você: advogar.

Manter uma relação cortês com seu cliente é fundamental, principalmente na hora de fazer a cobrança dos honorários. Você pode enviar mensagem, e-mail ou outro meio de comunicação para lembrá-lo, sempre fazendo de um jeito sutil.

11 – Apresente um valor, não um preço

Não negocie com seu cliente enquadrando aquilo que ele terá que gastar. Mostre o valor do investimento dele, deixe claro que o pagamento é por um serviço de qualidade, pelo seu tempo, seu estudo, e seu esforço máximo para que o cliente seja bem representado.

12 – Faça testes para averiguar o que é melhor para seu escritório

Em alguns casos, cobranças mais tradicionais, pela consulta e por cada ato fazem mais sentido do que cobranças apenas pelo êxito. Em outros, pode ser que o cliente simplesmente não tenha condições de arcar com seu valor, mas os honorários de êxito sejam suficientes para fazer a causa valer a pena. Além disso, foque em conquistar um cliente, e não só uma venda: pode ser que hoje aquele cliente não possa arcar com uma consulta jurídica, mas traga diversas ações que façam valer a pena. Analise caso a caso, faça testes, documente os dados e oriente-se por eles.

Os honorários são a compensação pela sua dedicação, seu conhecimento e seu serviço, então nunca deixe de investir algum tempinho analisando suas cobranças para que você receba o que merece. 

Aqui na Freelaw valorizamos muito a prestação de serviços do advogado, e conectamos advogados com advogados de forma a ampliar o leque de serviços jurídicos que os escritórios podem prestar. 

Agora que você já sabe como cobrar honorários advocatícios, por que não fazer o seu cadastro na plataforma e começar, hoje, a buscar novas oportunidades profissionais?

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