Você quer saber como Sabrina Oliveira construiu sua carreira advogando e empreendendo no interior?

Quer saber como ela conseguiu sucesso adaptando suas estratégias para a cidade que atua?

No episódio #8, Gabriel Magalhães entrevista Sabrina Oliveira.

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Sabrina Oliveira

É sócia do Sabrina Oliveira Advocacia e Consultoria, com atuação em Consultoria e Auditoria Empresarial Trabalhista, e Contencioso Trabalhista/ Cível; Palestrante em Cursos Empresariais de Legislação Trabalhista;

Ela é bacharel em Direito pela FACHI Faculdade de Ciências Humanas de Itabira; Pós-Graduada em Direito Processual Cível pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Pós-Graduada em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Gabriel Magalhães

É um dos fundadores da Freelaw e o Host do Lawyer to Lawyer. É bacharel em Direito pela Faculdade Milton Campos.

Possui formação em Coaching Executivo Organizacional, pelo Instituto Opus e Leading Group.

Formação em Mediação de Conflitos, pelo IMAB, e em Mediação Organizacional, pela Trigon e pelo Instituto Ecossocial. Certificações em Inbound Marketing, Inside Sales e Product Management pelo Hubspot, RD University, Universidade Rock Content, Gama Academy e Tera, respectivamente.

Escute o episódio em seu player de áudio favorito e leia o resumo do episódio abaixo que conta com todas as referências citadas durante a gravação.

Gabriel: Hoje eu estou muito feliz, estou aqui com a Sabrina Oliveira. Ela é  sócia do Sabrina Oliveira Advocacia e Consultoria. 

O escritório da Sabrina tem atuação em consultoria e auditoria empresarial trabalhista, e também contencioso trabalhista e cível. 

A Sabrina também é palestrante em cursos empresariais de legislação  trabalhista.

Sabrina: Obrigada, Gabriel. Eu que fico feliz! Agradeço o convite. Sou fã do Podcast da Freelaw. 

Parabéns por esse Projeto. Projeto inovador! Falam da advocacia e cada vez mais gente precisa de falar em inovação e advocacia, não é isso? 

Obrigada pelo convite, fiquei muito feliz.

Gabriel: Obrigada Sabrina. 

Eu já conhecia Sabrina antes, nós somos conterrâneos lá de Itabira. 

Já conhecia o trabalho da Sabrina há muito tempo. Ela sempre busca muita inovação na prática de advocacia e consegue fazer um trabalho muito diferenciado no interior, o que é um desafio para muitos. 

Muitas pessoas perguntam para gente “Como é advogar no interior? “. É muito diferente do que em cidades grandes, mas também tem de fazer um trabalho diferenciado e a Sabrina prova isso todos os dias. Não é Sabrina?

Sabrina: A gente tenta fazer um pouco diferente, mas assim, ainda tenho muito a aprender com outros advogados. A cada dia um novo desafio.

Gabriel: Legal Sabrina. Mas conta um pouquinho para a gente da sua história. Como foi sua trajetória acadêmica, também no Direito e profissional, até que chegasse no seu escritório, como é hoje.

Sabrina:  Então, Gabriel, quando você me chamou para participar desse projeto, eu fiquei pensando o que eu poderia falar da minha trajetória de forma que fosse contribuir para outros advogados.

E aí voltei ao tempo, da época em que estava lá no segundo grau, do Ensino Médio, pensando para qual faculdade iria prestar vestibular. 

E eu não fazia a menor ideia, como acontece com a grande maioria dos adolescentes.  Pensando o que você vai fazer para o resto da sua vida. 

E aí, como forma tradicional, recorria ao teste vocacional, e com teste vocacional saiu dois resultados, economia e direito. 

Direito 100% e economia lá pros seus 90%.

Eu prestei vestibular para economia e fui um fracasso em matemática. Fiquei convencida de que não deveria fazer Economia e, persistindo em vestibular para o Direito. 

E foi fazendo o curso de Direito que eu me descobri advogada, porque eu fiquei apaixonado com processo. 

Fiz estágio na área de processo, comecei a trabalhar em escritório de advocacia, onde eu tiver a sorte de trabalhar com ótimos processualistas. 

Me especializei em Processo Civil e cada vez mais fui me apaixonando pela advocacia. Mas nem tudo eram maravilhas. 

Ao tempo que foi passando o exercício da profissão, em que deixei de ser uma associada para ser uma sócia, depois passei a ser a dona do meu escritório, surgiu desafios com relação à gestão. 

E por eu não ter uma família, ninguém ligado ao empreendedorismo, por não ter tido na minha formação nem do Ensino Fundamental, nem do Ensino Médio e nem da faculdade, nada sobre gestão. Eu só descobri isso quando fui exercer a profissão propriamente dita. 

Muitas pessoas têm a possibilidade de ver isso antes, e quando começa a ter  necessidade de gerir a própria carreira, tem mais facilidade. Não foi, o meu caso.

Fui descobrir na prática a necessidade de você gerir a própria carreira. Mas foi um desafio legal, foi um desafio gostoso. Acabei me interessando muito e vi o quanto é importante o advogado, o profissional saber gerir a própria carreira

Talvez ele não vá ser um empreendedor, não vai ser um empresário, mas ele sabendo gerir a própria carreira já é um belo começo. E no direito a gente a gente não vê isso.

Advogando e Empreendendo

Gabriel: Desculpa lhe interromper, você trouxe uma questão interessante. 

Eu queria só destacar, você disse ai da diferença dos desafios como sócia pros desafios de quando você era uma advogada associada. 

Como sócia começou a esbarrar em gestão, empreendedorismo. Como associada, os desafios eram outros. 

Quais as diferenças desses desafios, como associada e como sócia?

Como era sua visão sobre essas questões, quando você era associada de escritório e como que passou a ser quando você se tornou sócia?

Desculpa te interromper, é que acho que pode agregar bastante para as pessoas que estão escutando.

Sabrina:  É uma pergunta super interessante! 

Apesar de que, como associada você se preocupa mais em se desenvolver enquanto a advogada propriamente dita, não sei se você entende quando eu falo isso.

Você precisa de saber peticionar, saber fazer audiências, cumprir prazos e preocupar quase que exclusivamente com isso. Você já começa a ter a necessidade de saber gerir pelo menos a própria carreira também. 

Saber negociar com sócio, saber organizar seu tempo, estabelecer metas para sua vida profissional. 

E aí, quando você passa a ser sócia ou dono de um escritório, os desafios aumentam. E muitas vezes eu percebo, conversando com colegas, hoje vem se falando um pouco mais de empreendedorismo jurídico, mas na época que eu formei, há dez anos atrás, eu nunca vi falar isso, nem quando era associada. 

Aliás, nem entre os advogados profissionais pouco se falava em empreendedorismo jurídico. Eu fui entender necessidade, começar a estudar isso diante da minha necessidade. 

Então, assim, a diferença básica que eu vejo, embora as duas posições se exijam o mínimo de empreendedorismo, desculpa, o mínimo de gestão, quando você passa a ser dono do seu próprio negócio, quando você passa a ser sócio de um escritório, o desafio é um pouco maior, né?

Desafios que os advogados encontram quando se tornam donos do seu próprio escritório

Gabriel: Você lembra de algum desafio que você teve logo quando você começou a ser dona de escritório, que se poderia compartilhar com a gente?

Sabrina: Sim. O principal é de você precificar, você colocar um valor no seu serviço. 

Advogado, via de regra, que eu percebo, ele tem medo de colocar o valor no trabalho. Já tem um estigma de que serviços de advocacia são caros, ou já tem uma cultura entre advogados, talvez por uma ideia de que o mercado está saturado, de que tem muita gente fazendo a mesma coisa, de que você tem que pechinchar valor de honorários.

Então tem dois extremos, aí você fica no meio daquela encruzilhada. E aí na hora que você está de frente do cliente e ele questiona “mas quanto é?”, dava uma engasgada, entendeu? 

Só que fui perceber que isso é técnica. Da mesma forma que eu tenho que fazer audiência, eu tenho que saber especificar o valor do meu serviço. 

E aí eu fui estudando, fui aprendendo, fui aprimorando, e hoje eu utilizo critérios objetivos para isso.

Critérios de precificação de honorários

Gabriel: Legal. Você falou que usa critérios, você pode compartilhar algum dos critérios que se usa para precificar? 

Porque essa dificuldade para precificar, muitos advogados já me falaram que têm esse problema. 

Sabrina: Existem inúmeros, mas vou falar de alguns básicos. 

Por exemplo, o tempo que você vai levar para executar aquele serviço, a complexidade daquele serviço, qual o tipo de mão de obra que às vezes você vai utilizar.

Porque às vezes você vai convidar um parceiro para trabalhar naquela atividade com você e, em razão da complexidade da causa e da qualificação do profissional, é um tipo de honorários exigido. 

Então, tem alguns critérios, inúmeros critérios, mas assim, basicamente o principal que eu acho que tem que avaliar de início, é o tempo que você gasta e a complexidade do serviço que você está executando.

Gabriel: Legal. E se um cliente fala para você: “Ah, mas o advogado X cobra bem menos”, o que você faz?

Sabrina: Geralmente, não é um critério. Claro que o cliente tem que ser ouvido, tem que ser escutado, mas não é um critério que possa ser levado em consideração. 

Eu acho que tem que entender o porque é que o cliente está questionando o valor dos honorários que vão ser propostos. E aí você volta a ele a pergunta, “mas você acha caro esse serviço? Você está achando que não é justo?”

E aí se ele ele falar que não você pergunta o porquê, até você entender e ajustar com o cliente, ou mesmo até você convencê-lo de que o serviço que você está oferecendo e o preço que você está dando, é um preço justo frente a um serviço que está oferecendo.

Gabriel: Muito legal, Sabrina. Eu estou lembrando do último episódio, com Guilherme, que a gente falou do conceito de “venda consultiva”, que é exatamente o que você está mencionando ai. 

Então o cliente às vezes traz um tipo de objeção para fechar um contrato. E ao invés de a gente discutir com o cliente, ou ser duro demais, faz sentido a gente escutar ele e a partir disso, a gente consegue fechar mais contratos.

Parcerias entre advogados

Gabriel: E você também mencionou que você faz muitas parcerias. Como são feitas essas parcerias? O que você busca em seu parceiro? Isso faz diferença para você no seu escritório?

Sabrina: Sim, eu acho que isso é fundamental na execução do meu serviço. 

Em escritórios de advocacia, no serviço de advocacia, via de regra, o principal elemento, digamos, o principal valor que você tem para oferecer para o cliente é uma mão de obra qualificada, é uma mão de obra pensante, uma mão de obra que tem uma especialização. 

E, como você mesmo disse, os desafios de se trabalhar no interior, é muito difícil você especializar o seu escritório em um ramo de atuação, seja do Direito, seja da atuação do comércio em geral, do ramo de atividade econômica, digamos assim. 

Então acaba que você tem cliente, e esse cliente de demanda várias áreas do Direito, várias áreas da atividade econômica. E quando você tem parceiros trabalhando com você, que podem oferecer um serviço de qualidade, tudo fica mais fácil. 

Foi nessa linha de desenvolvimento do trabalho do escritório que eu planejei e que hoje eu acho que funciona super bem. São parceiros, são relações que são construídas, muitos amigos, muitos conhecidos, muitos colegas. E de relações que foram construindo ao longo do tempo, relações de confiança, de pessoas que eu tenho certeza que são especialistas e que podem atender bem os meus clientes em diversas áreas.

Gabriel: Muito legal, Sabrina. A gente aqui na Freelaw fala muito de parceria, porque a gente acredita muito nisso, nesse mundo colaborativo, de compartilhamento de informações, de crescer junto. 

Será que eu preciso realmente tem escritório tão grande assim, de vários advogados para atender tantas áreas?

Às vezes eu posso ter, manter uma estrutura enxuta, e formo ai parceiros. O que é bom tanto pro cliente final, que vai conseguir receber um serviço de qualidade, mas às vezes com custo mais baixo, porque eu não preciso embutir no cliente um custo fixo. Então bem legal você se compartilhar as suas experiências.

Sabrina: E só ressaltando, Gabriel, às vezes, quando eu falo de parceiros, os nossos colegas, advogados e advogados, vão achar que estou falando só de parceria no ramo do direito. 

Muitas vezes, o nosso trabalho é complementado por outras ciências, e em razão disso a gente precisa ter do lado outros tipos de profissionais. 

Muitas vezes eu trabalho em parceria com o engenheiro ambiental, com engenheiro de segurança e saúde do trabalho, com analista de RH, que são profissionais que me ajudam demais e complementam demais o meu trabalho. 

Então é muito fundamental a gente pensar hoje fora da caixa, estar mais aberto, pensar na nossa atividade, muitas vezes, não como atividade principal, mas como complemento de uma atividade de um analista de RH, por exemplo. Ele está executando um trabalho e eu estou auxiliando e não sendo outro prato principal.

Gabriel: Muito legal. E você disse ai sobre essa questão de ser difícil especializar em um ramo específico, porque você está no interior, e às vezes, acaba tendo que pegar demandas em várias áreas. O que é isso assim? Você consegue detalhar um pouco mais?

Sabrina: Quando eu falo em várias áreas não quer dizer que o nosso escritório atende toda e qualquer área do direito, ou de atividade econômica. 

É claro que para que você atenda bem o cliente, você tem que ter experiência minimamente na área que oferece um serviço, que você tem um serviço.

Mas mesmo assim, o direito é muito amplo, tem várias áreas. É universo assim, quase que infinito. E da mesma forma, o ramo de atividade econômica que existe aí a postos para a gente trabalhar.

Então, geralmente, eu trabalho em áreas correlatas, como a gente trabalha muito com pequenas e microempresas, microempreendedores individuais. 

Por exemplo, a minha especialidade é Processo e Direito do Trabalho, são áreas que trabalho há mais de dez anos. 

Ao lado dessas áreas têm o Direito Empresarial, tem Direito Tributário, tem o Direito Previdenciário. Então muitas vezes eu preciso estar abraçada com profissionais especialistas nessa área, para que resolva um problema dentro da minha área de atuação, mas que envolve esses outros ramos. Entende? Então é nesse sentido.

Como definir as áreas de atuação do seu escritório

Gabriel: E como você define se você vai abraçar uma área ou se você vai rejeitar o cliente? 

Como que você define o portfólio no seu escritório?

Por exemplo, se aparecer um Direito Penal, você vai rejeitar, vai aceitar? Se aparecer já um Direito Trabalhista, o que você faz?

Sabrina: Evitar é um nome meio forte. 

Na verdade, eu vou direcioná-lo para um profissional que atua nessa área. Por exemplo, criminal realmente uma área que a gente não trabalha. 

E eu tenho um profissional, que é conhecido, que é de nossa confiança, que tem competência e que a gente indica. 

E aí o cliente, junto com ele vão decidir se vai rolar o contrato ou não. 

Entendeu? Agora, se for uma área correlata a área de atuação do nosso diretório, ai a gente trabalha em parceria.

Gabriel: Muito legal. Essa questão da importância da gente ter um portfólio, né? 

Se não a gente pega tudo e acaba sendo generalista demais. 

Se fizer sentido pro cliente, talvez faça sentido a gente pegar a causa. 

Tem um artigo que a gente tem no blog,  justamente sobre portfólio nos serviços, é uma questão que eu lembro o que a gente escreveu.

Muitas vezes o advogado pensa apenas na sua área de especialização profissional e esquece os problemas que seu cliente pode vir a ter. 

Eu, por exemplo, “ah se eu atuo na área trabalhista e meu cliente provavelmente vai ter um problema previdenciário”, se eu não pego também a área previdenciária, às vezes eu estou correndo o risco de perder meu cliente para um outro advogado. 

Porque o cliente vai para outro advogado, que além de atuar na área previdenciária, atua na área trabalhista. 

Então, às vezes pode ser interessante buscar realmente atender áreas correlatas. E se não for eu a atender, pode ser um parceiro. Pode ser interessante.

Sabrina: Sempre aumentando. Sempre que você faz esse tipo de trabalho, você aumenta, você faz crescer sua experiências. E você querendo ou não, tá dentro da sua área de atuação e uma área correlata. 

Então você acaba que estuda mais, pesquisa mais e aumenta o seu campo de conhecimento.

Captação de clientes no interior

Gabriel: Legal Sabrina. E hoje como que vocês captam clientes para o seu escritório? 

Vocês usam algum tipo de estratégias de marketing?

Como que vocês fazem atualmente?

Sabrina: Eu ainda continua achando que a melhor forma de capital cliente é o boca a boca. 

E você fazendo um bom serviço para determinado cliente, que ele sempre vai estar disposto a te indicar para outros. Mas, é claro que a gente tem que entender que hoje a gente está em um universo, do mundo digital, em que você tem inúmeras ferramentas que você pode utilizar para captar mais clientes.

E eu acho que a gente faz isso e cada vez tem feito mais, através do marketing de conteúdo.

É você escrever um bom artigo, escrever um bom post. Sempre tentando falar, escrever com uma linguagem de fácil compreensão para o público alvo. 

Lembrar que a gente não está escrevendo para advogados, para juristas, para doutrinadores. Nós advogados temos um pouco dessa dificuldade, que eu acho que é super normal, que é falar de uma forma muito técnica. 

Então a forma como a gente procura fazer isso é através de um marketing de conteúdo. Se a gente usa algum meio, alguma alguma rede social? Usamos. 

A gente tem o Instagram, o Facebook, mas no interior, uma forma de comunicar bem com o público que a gente atinge é fazendo parcerias com Sebrae, com associações do comércio da cidade, oferecendo informações que são realmente necessárias a determinados públicos. 

E dessa maneira que eu estou te falando. De maneira fácil, direta, sem linguagem rebuscada. Que também, além de estar ajudando, né Gabriel, você está fazendo de certa forma uma capacitação de clientes.

Gabriel: Acho que você falou uma coisa muito rica aqui Sabrina, em questão de entender bem o contexto do cliente. 

Porque tem muita gente que procura a gente aqui na Freelaw e fala assim, “nossa eu quero fazer marketing jurídico, quero saber todas as técnicas, todas as práticas. E eu vou criar um blog, eu vou criar um podcast, igual ao Freelaw, eu vou criar um canal no YouTube, eu vou fazer tudo ao mesmo tempo” e se frustra. 

Porque é muito difícil conseguir fazer tudo ao mesmo tempo, E nem tudo vai dar o resultado que você precisa naquele momento. 

Às vezes, uma parceria com o Sebrae, vai gerar mais do que tudo no Instagram e tudo no Facebook. 

Isso é criatividade! Muitas vezes a gente acredita que criatividade é só se usar a melhor tecnologia, ou usar a melhor ferramenta e de automação de marketing. Pode ser que sim, mas pode ser que não também. Isso que é muito legal pensar.

Sabrina: Você tem total razão. Tem vários meios disponíveis, mas tem que entender qual que é o melhor meio para o que você está querendo fazer. 

Se é o Instagram, se é o Facebook, se é o YouTube. O que é que você quer, o que é que você pretende para utilizar o meio de captação de clientes.

Como otimizar seu tempo

Gabriel: Muito legal Sabrina. E como você consegue tempo para fazer isso? 

Porque a rotina do advogado é difícil. 

Eu sou advogado, sei também. Todos advogados falam isso. É um grande desafio  conseguir tempo, porque advocacia já consome tanto, a administração no escritório já consome tanto. 

E como eu paro para fazer essas outras questões?

Sabrina: Essa é uma ótima pergunta e ela caiu mais uma vez na questão da gestão. 

Gestão do tempo. E gestão do tempo, na minha opinião, nada mais é do que você ser uma pessoa organizada, você estabelecer metas, prioridades, de acordo com o seu perfil. Se conhecer para saber como que você se organiza, como que você desenvolve o seu dia a dia, para que você possa ter condição de fazer tudo que você deseja. E ser uma pessoa organizada é o primordial.

Gabriel: Sim. Legal que, no último episódio o Guilherme disse a mesma coisa, quando a gente fez essa pergunta para ele.

E ele mencionou também que a organização é algo muito importante. E eu tenho uma suposição, para muitos advogados, quando a gente trata disso. “Ah falta tempo de conseguir pensar de forma estratégica e um escritor autor. Falta tempo para conseguir inovar. Faltou tempo para conseguir fazer marketing”, mas muitas vezes é isso que Sabrina disse. 

Às vezes é falta de prioridade mesmo. Porque a prioridade máxima do advogado geralmente é o que? A audiência, o prazo, a ficção, a elaboração do contrato. 

Realmente tudo isso é prioritário, tudo isso é urgente. Mas se a gente não colocar na agenda da segunda-feira, que de X horas a Y horas, a gente vai cuidar do Facebook do escritório, isso nunca vai sair.

Sabrina: É fundamental. 

Eu, por exemplo, o número de dias, a título de exemplo, Se valer para alguém, toda sexta feira, no final da tarde, depois que eu terminei de fazer todo o meu trabalho, eu reservo um tempo para organizar a minha próxima semana. 

Nesse momento, eu confirmo reuniões agendadas, eu verifico se audiências que estão marcadas vão acontecer realmente, eu agendou reuniões, eu desmarco horário ou eu marco.

Então, é fundamental, porque a gente já começa a semana organizada. É claro que podem acontecer imprevistos, podem acontecer reorganizações, mas você está com a semana planejada.

Gabriel: Muito bacana, Sabrina. Dentro desse planejamento, vocês também tem um planejamento de médio prazo? De longo prazo? 

Vocês têm metas anuais? E planejamento financeiro também? 

Por exemplo, vocês estão investindo em marketing, vocês tem algum tipo de orçamento ou planejam ter para fazer essas questões?

Sabrina: Sim, é fundamental estabelecer metas né, Gabriel. 

Isso parte do princípio da organização que você tem que ter para você ser uma pessoa que vai render mais, ter uma performance melhor. 

Então, estabelecer metas de curto, médio e longo prazo é fundamental. Estabelecer, fazer gestão financeira de escritório também é fundamental. 

Uma dica também, que eu acho que a superinteressante, que me ajudou muito, pode parecer banal para algumas pessoas, mas para outras que como eu não teve uma formação regular de gestão, são cursos que o Sebrae oferece no site, ou então consultorias, para pequenas empresas. 

E porque não o pequeno escritório não pode ser considerado uma pequena empresa. Que te ensina tudo isso te ensina a estabelecer metas, ensina a fazer essa prática de gestão financeira, que muitas vezes para o advogado é difícil. E começa com pequenas organizações, e isso vai só crescendo. 

Então, eu utilizei muito disso e foi muito válido para mim.

Gabriel: Legal demais, Sabrina. E você não é a primeira pessoa que me fala disso. 

Tem vários advogados, que já me recomendaram os cursos do Sebrae. E também várias as pessoas fora do direito. Eles tem um curso muito famoso com a Empretec. 

Foi esse que você fez mesmo?

Sabrina: Não, eu não fiz Empretec. Eu fiz cursos gratuitos mesmo. 

O Empretec você paga um investimento, o que eu acho super válido, porque é um curso muito bacana, uma imersão muito válida. 

Mas eu fiz cursos gratuitos que o Sebrae oferece no dia a dia, no site, pessoal. São consultorias também.

Às vezes, participando de consultorias com clientes, no nosso escritório eu aprendia. Então assim é válido para quem está aí e não sabe nada. E querendo aprender a gerir melhor o próprio negócio. Vale a pena.

Gabriel:  Muito legal! Obrigado pela dica, Sabrina. 

Eu acho que com tecnologia, com informação e YouTube, “ah não sei fazer gestão financeira”, digita no Google, YouTube “Como fazer gestão financeira?”. 

A gente não tem como ter muita desculpa mais, assim a minha visão. Às vezes, é claro que posso buscar uma informação mais qualificada, numa fonte mais confiável. 

Mas se não está no cenário ideal, está sem tempo, está apertado, não tem tempo para fazer o curso agora, então vai no YouTube mesmo. Com certeza você vai encontrar muita coisa boa. 

Então eu acho que o importante é dar o primeiro passo. Não sei se você concorda com isso, Sabrina.

Sabrina: Totalmente. Concordo em gênero, número e grau.

Dicas para quem está advogando e empreendendo no interior

Gabriel:  Legal. Sabrina, se você fosse dar um conselho para outro advogado, pensando talvez até em outro advogado do interior, alguém às vezes que está no Norte, no Nordeste. 

Tem um algumas pessoas no Nordeste e no norte do país. Elas mandaram para a gente alguns comentários, via Instagram, e disseram que às vezes, elas consideram que é difícil, porque muitas vezes um tipo advocacia não é tão valorizada lá. Então, na minha cidade são valorizam o contencioso. O pessoal aqui não valoriza o consultivo. As pessoas não valorizam tanto o serviço do advogado. 

Que dica você tem para as pessoas que trazem esse questionamento?

Sabrina: Gabriel, a gente tem que abrir o nosso horizonte. A gente não pode enxergar só dificuldade diante das coisas que acontecem com a gente. 

Hoje ouvi uma frase, que ela ficou o dia inteiro na minha cabeça, e foi muito legal você fazer essa pergunta, porque eu acho que ela se enquadra exatamente dentro da resposta da pergunta. 

Eu acho que você, advogado, advogada, seja onde você tiver no Brasil, você tem que fazer a seguinte pergunta, “como você reage ao que acontece com você? “E aí, o desdobramento dessa pergunta é você fazer uma outra pergunta, “O que é sucesso para você?”, “Sucesso para você é ganhar dinheiro?” 

“Sucesso para você ser reconhecido por outros profissionais?”,” Sucesso para você é ser reconhecido pela sua família?”,” Sucesso para você é ter uma família?”, “Sucesso para você é ter uma vida profissional?”, “Então o que é sucesso para você?”. 

Então, a partir do momento que você vai se fazendo essas perguntas, você vai se conhecendo melhor e você vai tirando as dificuldades da sua frente.

Você vai abrindo portas, vai abrindo o horizonte para descobrir qual o ramo de atuação você quer trabalhar.

Descobrir com qual tipo de cliente você quer trabalhar. Descobrir quanto tempo você quer trabalhar por dia, por semana, quanto você quer ganhar. E você vai entender o que é um sucesso para você. Eu acho que tudo fica mais fácil.

Gabriel:  Legal, Sabrina. Eu acho que muitas vezes, eu disse isso também no episódio com o Guilherme, muita gente fala que o mercado está muito difícil, etc. 

E o que a gente pode fazer diante disso? Se às vezes o problema está sendo que o cliente não valoriza nosso trabalho? Se a gente de começa a buscar outros clientes, ou se a gente começa a funcionar de outra forma? 

Se o cliente não entende o valor do meu trabalho, porque a gente não queria uma forma de educar o cliente? Vai criar conteúdos sobre isso. 

Então, talvez existem várias formas. É claro que a gente quer que o cenário como um todo melhore, que o país melhore, mas talvez essas questões estão um pouco fora do controle. 

O que a gente pode fazer hoje na nossa vida? Muito legal as dicas da Sabrina, né? Como você reage ao que acontece com você?

Sabrina: Como você reage ao que acontece com você? Você tem que enxergar, como você disse, “ah não tem trabalho”, ou o cliente não aceito o valor que eu coloco de honorários e as pessoas não valorizam a advocacia. 

Então, passe você a fazer diferente, que as coisas começam a acontecer diferente. Se você está fazendo a mesma coisa e não está dando certo, então pensa em fazer diferente e abre o seu olhar, abre sua visão e enxerguem diferente, faça diferente, que você vai começar a ter resultados diferentes.

Inspirações profissionais

Gabriel: Muito legal, Sabrina. Obrigada de novo por compartilhar. E assim, finalizando, você tem alguma alguma dica final também? 

E talvez também compartilhar, você usa algum tipo de inovação, tecnologia, alguma ferramenta, algum livro que você indicaria para alguém?

E também se tem alguma pessoa em que você se inspira, que você queira falar?

Sabrina: Bom, sobre inspiração eu tenho várias na minha vida. Mas eu posso falar de uma principal inspiração minha, de exemplo, de dedicação à profissão, de responsabilidade ao trabalho, que eu vivi desde que eu nasci é o meu pai. 

Meu pai tem como formação técnico em mineração. Veio da formação da Escola Técnica de Ouro Preto. Sempre se dedicou muito desde lá. 

E quando veio para Itabira, trabalhar na Vale, eu só lembro do meu pai, assim, totalmente dedicada ao trabalho dele, à profissão dele. E foi onde ele se desenvolveu e sempre amou. 

Então eu tenho ele como um exemplo de pessoa que se dedica com tanto amor à profissão. 

Na minha área profissional tem uma pessoa, que você conhece bem, que eu também tenho como como um exemplo, que é o doutor Helder, de Itabira. 

É um profissional que vários advogados aqui da cidade elogiam, admiram, pelos seu engajamento na advocacia, pela sua solidariedade com os colegas, principalmente por aqueles que estão começando. Quantas vezes eu já, no início de advocacia, me deparei com ele no ex adverso, tremendo as bases. Ele super solidário com aquela situação, que todo e qualquer advogado passa. E com o compromisso dele com trabalho com o cliente. É uma baita profissional. 

E também já no outro viés, que é mais da área de gestão, uma pessoa que admiro muito é o meu marido, o Anderson. Que também é de uma área completamente fechada a minha, que é veterinária, mas que eu admiro muito, principalmente pela coragem que ele encara, os desafios do dia a dia do trabalho dele, da gestão dele. 

Então, assim, tem várias outras pessoas, mas assim, o tempo é curto, então eu posso citar esses três.

Dicas e considerações finais

Gabriel: Ah, que legal! E você tem alguma dica de ferramenta, livro, alguma inovação, tecnologia que você usa, que você queira passar também para os colegas que estão escutando?

Sabrina: De tecnologia, a gente hoje tem inúmeras a nossa disposição né, Gabriel.

Eu para te falar a verdade uso as básicas e que muito me ajudam. A dica que eu tenho é que quem ainda não entrou nesse mundo de tecnologia, que então entre. Que use cada vez mais, que explore cada vez mais, que utilize cada vez mais. 

Porque o quanto essas tecnologias podem facilitar a nossa vida enquanto profissional. Você pode trabalhar de dentro da sua casa, pode trabalhar de qualquer lugar. É de fundamental importância.

Gabriel: Legal demais, Sabrina. Queria muito agradecer aí a sua participação aqui no podcast. Foi muito bacana. Tenho certeza que os colegas advogados que estão nos escutando aprenderam bastante. 

E Sabrina, você ainda tem algum recado final que você queira trazer para o pessoal que está nos escutando?

Sabrina: Bom, eu só queria agradecer. Só lembrando que tem uma dica que eu posso dar para o pessoal é ouça o podcast da Freelaw. 

Ele muito bom, ele inovador, ele cada vez que a gente escuta uma entrevista ou ler um artigo, sempre traz alguma coisa de novidade. Eu acompanho semanalmente o projeto de vocês e acho muito bacana. 

E finalmente é só agradecer mesmo. Agradecer o convite, desejar vida longa ao projeto de vocês, que possa cada vez mais ajudar mais colega. 

E muito obrigada! Estou à disposição para o que precisar.

Gabriel: Obrigado, Sabrina. Obrigada advogado, obrigado advogada. Foi um prazer estar com vocês aqui de novo. Foi uma conversa muito legal hoje de novo. Estou muito feliz