Advocacia online é uma das várias formas de exercer a profissão atualmente. Quer saber mais sobre o futuro da advocacia? Confira o manual completo da advocacia 4.0.

Há dois anos e três meses, eu deixei um escritório convencional de advocacia e comecei a trabalhar sozinho, como um “advogado online”.

Mas por que advogado online, Pedro?

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Porque eu queria trabalhar em home office, nos meus próprios termos, ter flexibilidade e liberdade para estar onde eu quisesse.

Além de tudo isso, é claro, eu não queria ver boa parte do meu dinheiro indo embora para cobrir despesas.

O modelo tradicional de um negócio jurídico diz que você precisa se formar, ser aprovado no exame da Ordem – até aí, beleza.

Mas também alugar uma sala, mobiliar o espaço, colocar uma placa com seu nome na entrada.

A partir daí, você deve sentar numa cadeira todos os dias, fazer um bom trabalho e esperar que novos clientes entrem.

Eu nunca fiz as contas, até porque não precisei, mas montar toda essa estrutura não é barato, principalmente se for em grandes centros.

Eu queria um jeito diferente de trabalhar e, em vez de pagar por escritório, escolhi bancar novas experiências e meu autodesenvolvimento.

Na época, eu não conhecia um “advogado online”, que trabalhasse em home office – hoje conheço vários.

Por isso, fui beber de outras fontes, procurando pessoas que desenvolviam suas atividades de maneira remota.

Como isso foi possível para eles?

O que fizeram para chegar lá?

Como perderam o medo de começar seu próprio negócio e carregar seu trabalho na mochila enquanto conhecem o mundo?

Essas eram as perguntas para as quais eu procurava as respostas.

Li livros como “Trabalhe 4 horas por semana” e “Grande Magia” e fiz alguns cursos.

Tudo isso na tentativa de descobrir como eu poderia usar o meu conhecimento e as minhas habilidades para trabalhar de uma maneira mais criativa, otimizada, sem amarras geográficas e de baixo custo.

E, dessa forma, me tornar um advogado online.

Aos poucos, fui percebendo que isso era possível para mim e que, lógico, dava para economizar um bom dinheiro.

Afinal, os processos judiciais são eletrônicos, a maioria dos atendimentos já fazia por telefone ou e-mail.

Além disso, uma das coisas fundamentais do meu trabalho são os contatos.

Ou seja, basicamente, preciso de um notebook, um celular e uma boa conexão com a internet para trabalhar.

Se você pretende ter um negócio jurídico, mas não quer perder os cabelos, nem gastar boa parte do seu dinheiro para cobrir as despesas do escritório…

Esse texto é para você!

Se liga nessas dicas.

04 Dicas para um “advogado online”

1 – Crie o seu próprio jeito de trabalhar

Advogado Online: setup de um escritório caseiro

O conhecimento jurídico você já tem e as ferramentas para aplicá-lo estão aí à sua disposição.

Então, porque não deixar de lado a visão limitada de que todo advogado precisa de um escritório?

Por que não criar o seu próprio jeito de trabalhar?

Por que não ser um advogado online, que trabalha remotamente – tão bem quanto um “advogado comum”?

Eu, por exemplo, checo e envio e-mails pelo celular, recebo e avalio documentos e também faço muito networking.

Meus clientes entram em contato comigo sempre que precisam, seja por telefone ou por mensagem.

Os processos judiciais eu acesso eletronicamente e minhas petições – e textos – são feitas no Word do meu notebook.

Quando o caso necessita ou o cliente quer uma conversa mais próxima, me ofereço para ir até ele.

Ou, se estiver distante, marcamos uma videoconferência utilizando algum aplicativo com esta função.

Além de ser mais cômodo para o cliente – o que gera mais valor ao meu serviço – eu mostro que sou um advogado acessível e humano, tornando a relação mais leve, descontraída e, consequentemente, duradoura.

2 – Tenha uma marca pessoal online

Não é novidade que as pessoas estão usando – e muito – a internet.

O tempo todo tem gente buscando informações ou querendo saber mais sobre alguma situação ou dúvida.

Se a pessoa encontrar algum texto seu que trate do problema dela e, quem sabe, trazendo alguma solução, ela terá você como referência/autoridade no assunto e poderá te contatar.

Portanto, produzir conteúdo relevante na internet é mostrar o que você faz e como você pode ajudar as pessoas, aumentando significativamente suas chances de ser visto por potenciais clientes.

E o melhor, você não precisa pagar nada para publicar o seu conteúdo.

3 – Use a tecnologia a seu favor 

Como eu dependo de um celular e de um notebook para trabalhar, fiz deles o meu escritório.

Com esses dispositivos, eu tenho tudo o que preciso para me organizar, me comunicar e escrever.

Com o Trello e a agenda do Google, consigo ter controle sobre os prazos processuais e tudo o que preciso fazer ou lembrar.

Tenho um panorama das tarefas do dia e também da semana, permitindo que eu organize muito melhor o meu tempo.

Para me comunicar, o bom e muito utilizado Whatsapp está aí.

Faço ligações e chamadas por vídeo, dispensando qualquer custo com linha telefônica.

Ah, todos esses aplicativos são gratuitos também.

4 – Encontre tempo delegando tarefas

A maioria dos advogados que conheço reclamam da falta de tempo.

Não é por menos.

O cumprimento dos prazos, a administração do escritório, o atendimento e a prospecção de clientes são tarefas que deixam o dia pequeno, às vezes.

Quer uma dica?

Encontre advogados online qualificados e delegue tarefas.

Embora custe no seu bolso pagar alguém para cumprir algumas demandas, você ganhará muito mais tempo para dedicar-se a projetos que te trarão mais retorno.

Afinal, tempo também é dinheiro.

Foi a forma que encontrei tempo para escrever.

Conclusão

Com as novas tecnologias, surgem novas possibilidades, inclusive a de ser um advogado online, trabalhar de forma livre, flexível e em home office.

Esse pode até não ser o modelo mais recomendado de trabalho, muito menos o que você deve ter aprendido.

Mas esse é o modelo que fez sentido para mim e se adequou ao estilo de vida que eu queria.

É que eu acho que a profissão não pode ser um fim em si mesmo, mas um meio de você construir a vida que deseja, seja ela corrida e cheia de prazos a cumprir ou mais flexível e leve, quem sabe, à beira-mar.

No episódio #3 do Lawyer to Lawyer, o podcast da Freelaw, Pedro Custódio nos contou como se livrou das amarras e tornou essa realidade possível.

Escute o episódio em seu player de áudio favorito e leia o resumo do episódio abaixo que conta com todas as referências citadas durante a gravação.

O advogado que mora em um sítio e tem um Blog – c/ Pedro Custódio

Pedro Custódio

É um advogado que carrega o escritório na mochila.

Ele escreve para inspirar e ajudar outros advogados insatisfeitos com seu estado atual a trabalharem de forma mais criativa e de onde quiserem.

Tem um blog onde reflete sobre a vida, dá dicas de produtividade e fala sobre empreendedorismo e novas formas de trabalho na advocacia. Principalmente, sem escritório físico.

Além disso, seus textos já foram destaque em portais incríveis como Jusbrasil, Migalhas, Amo Direito, Espaço Vital e Freelaw.

Gabriel Magalhães

É um dos fundadores da Freelaw e o Host do Lawyer to Lawyer. É bacharel em Direito pela Faculdade Milton Campos. Possui formação em Coaching Executivo Organizacional, pelo Instituto Opus e Leading Group. Possui formação em Mediação de Conflitos, pelo IMAB, e em Mediação Organizacional, pela Trigon e pelo Instituto Ecossocial. Possui certificações em Inbound Marketing, Inside Sales e Product Management pelo Hubspot, RD University, Universidade Rock Content, Gama Academy e Tera, respectivamente.

Trajetória do Pedro: o advogado que trabalha online e mora em um sítio

Gabriel: Pedro, conta um pouquinho mais da sua história.

Hoje você é um advogado que trabalha online e foge completamente dos padrões que a sociedade impõe.

Você sempre pensou dessa forma diferente?

Quais foram os desafios que você enfrentou desde a época da faculdade?

Pedro: Eu sou um cara que sempre pensou diferente. Nunca me adequei muito a padrões.

Desde o primeiro dia de aula na faculdade eu fui de boné, o que era um pouco estranho para um formalismo do curso.

Eu entrei na faculdade buscando o concurso público. Queria ter um pouco de daquela segurança que o concurso traz, da estabilidade financeira.

Me formei em direito, mas sempre gostei muito de música.

Liberdade para mim era essencial. Queria viajar e conhecer o mundo.

Mesmo com isso no meu coração, acabei me formando numa profissão cheia de jargões e com todo aquele formalismo.

Então busquei uma forma de conciliar meu trabalho com essa liberdade que eu sempre quis.

Comecei como todo estudante de Direito, passei na prova da OAB e depois de tentar alguns concursos sem sucesso, fui advogar.

Entrei na realidade de um advogado no Brasil. Entrava no escritório as 8 horas e saia as 18 horas. Aquilo me incomodava muito, porque estava longe da liberdade que eu tanto almejava.

Bastante incomodado com a situação, busquei formas de alinhar a liberdade que eu queria, sem ter que largar tudo que construí na minha carreira.

Queria aproveitar a profissão, mas ao mesmo tempo ter liberdade que eu sempre quis.

Comecei a estudar e ver como eu poderia implantar esse desejo na minha vida. Foi assim até eu encontrar.

Gabriel: Quando você fala que começou a estudar, foram coisas fora do direito?

Pedro: Sim, fora do direito. Comecei a seguir pessoas que trabalhavam remotamente. Prestar atenção em que tipo de serviços elas faziam.

Comecei a ler livros de pessoas que pregavam esse tipo trabalho a distância.

E avaliei, o que eu poderia aplicar dentro da minha profissão.

Processo de adaptação para nova realidade.

Gabriel: Tem alguma pessoa que você considera um marco na sua trajetória?

Pedro: Sim, um cara que eu conheci no Linkedin. Ele se chama Matheus de Souza. Hoje, ele é um nômade digital, que fala bastante sobre trabalho remoto.

Eu fiz o curso dele de Marketing Pessoal e Produção de Conteúdo para o Linkedin.

Com isso, minha mente abriu para as possibilidades. Eu percebi que seria realmente possível ter um trabalho online. Eu conseguiria atender meus clientes de maneira remota.

Hoje os processos jurídicos são eletrônicos. Tudo acontece de maneira virtual.

Então eu adequei a minha realidade a esse ambiente. E estou morando em um sítio, como desejava.

Gabriel: Hoje você está morando em um sítio?

Pedro: Sim, moro em um sítio desde abril de 2018. Eu minha esposa e nossa cachorra, no interior de Minas Gerais.

Gabriel: Que legal. Parece até um pouco de utopia ao ver você falar assim.

Maioria dos advogados estão na rotina de 8 horas até 18 horas , fazem hora extra e frequentam audiência todo dia.

Migrar desse extremo para um outro muito mais confortável para impossível.

Como você ganha dinheiro escrevendo um blog?

Como que foi essa mudança para você?

Pedro: Na verdade quando eu trabalhava em escritório eu percebi que eu poderia começar a prestar meus serviços a distância.

Eu estava de 8 horas às 18 horas , cumprindo prazos e acessava os processos no meu computador.

Com isso, tive a ideia de me oferecer para realizar meus trabalhos a distância.

Estudei bastante, me reuni com os donos do escritório e falei que não estava satisfeito com minha rotina. Expliquei que não queria aquilo no momento.

Porém queria continuar o trabalho com eles, mas prestando serviço de maneira remota.

Como eles gostavam do meu trabalho e precisavam da mão de obra, porque o volume do escritório era grande, eles aceitaram.

Foi a maneira que eu encontrei de ganhar minha liberdade sem ter que abandonar meu trabalho e ficar sem renda.

Muita gente tem medo de mudar seu padrão de vida, e eu tinha também. Talvez se tivesse que começar do zero, teria mais dificuldade de fazer essa mudança.

Eu não saí do meu trabalho, só mudei minha rotina e meu estilo de vida. Continuei fazendo advogando e cumprindo os prazos.

Gabriel: Qual era o perfil desses sócios, eles eram mais conservadores ou eram ou eram  mais abertos a esse tipo de ideia?

Pedro: Os sócios eram bem conservadores, padrão de escritório de advocacia. Entram as 8 horas e saem as 18 horas. O diferencial que fez eles acatarem minha mudança, foi eles gostarem muito do meu trabalho. Não queria perder o desenvolvimento do que eu tinha no escritório.

Gabriel: E você basicamente começou sua trajetória cumprindo tudo a distância?

Nesse tempo você já estava se qualificando para a nova vida?

Fez o cursos para o Linkedin e Marketing Digital?

Pedro: Exatamente. Nesse período surgiram alguns clientes, e eu comecei a atender a distancia como autonomo também.

Eles se interessaram pelo meu trabalho, contei o jeito como eu trabalhava.

Eles enxergaram uma proximidade muito maior comigo, por não ter escritório físico, trabalhar a distância , do que em um escritório tradicional.

Por eu ter um acesso muito maior, poderiam falar comigo a qualquer momento.

A partir de então as coisas foram acontecendo.
de trabalho

Gabriel: E como você faz com audiência?

Você que vai ou contrata alguém?

Qual é o acordo com esses clientes?

Eu imagino que os clientes ficam um pouco receosos de contratar alguém que não tem escritório físico.

Pela sua experiência foi diferente?

Pedro: Não senti diferença porque eles geralmente já me conheciam. Maioria dos clientes eram indicação de algum amigo. Não tive tanto problema quanto a isso.

A comarca que esses clientes tinham processos era perto de onde eu morava antes. Então quando tinha audiência eu me deslocava.

Esses clientes que eu citei são empresas, então as audiências não são frequentes, faço mais execução fiscal ou assessoria da empresa. Não peguei tanta causa que necessitou de audiência.

Depende da área de atuação de cada advogado. Um advogado de Direito de Família,por exemplo. Geralmente tem uma frequência maior de audiências. Talvez para ele seria mais difícil.

Gabriel: Você trabalha mais na área consultiva?

Pedro: Isso, maior parte do meu trabalho é assessoria jurídica.

Gabriel: Para um advogado que tem muita audiência, você acha que é possível trabalhar 100% online?

Ou talvez não seja possível de forma tão extrema, mas apenas aplicar alguns desses princípios na vida dele?

Pedro: Acho que nada impede, desde que tudo seja muito bem alinhado com o cliente.

Avaliar se o cliente faz questão de ter o próprio advogado na audiência ou se pode combinar com um representante de confiança.

Tudo pode ser conversado. E sem dúvidas, da pra advogar tranquilamente, atendendo o seu cliente da melhor forma possível.

Gabriel: Fico feliz com esse depoimento porque nós na Freelaw, acreditamos muito nisso.

Com as novas tecnologias surgem a todo momento, é natural que surjam novas formas de trabalhar.

No caso de trabalhar de casa, você tem um custo fixo mais baixo consequentemente passa um custo mais baixo pro seu cliente.

Quais são os seus maiores desafios?

Desde o início, o que você enfrentou com o cliente, com essa rua rotina ou com a sua falta de rotina?

O que você tem a dizer sobre a advocacia online?

Pedro: Eu acho que você citou um ponto interessante, a falta de rotina. Quando você trabalha online, trabalha em home office, você tem que ter uma disciplina dobrada.

Todo seu trabalho depende de você, da sua capacidade de sentar, de produzir e de colocar suas ideias em prática.

A internet hoje, trouxe muitas possibilidades. Mas um grande desafio que eu tenho é colocar meus objetivos e minhas metas em prática. Tive que mudar minha forma de pensar.

Para mim foi bem difícil no começo. Passar essa segurança pra mim antes de passar para o cliente.

Esse foi o ponto mais difícil dessa mudança, o mindset. Ter que estudar muito, ler muito pra avaliar o que estava dando certo.

As vezes, o que dava certo para muitas pessoas não dava certo para mim.

Rotina de trabalho

Gabriel: E como é o seu dia a dia geralmente?

Pedro: Como eu citei, foi difícil me organizar no início. Mas só no começo.

Hoje eu tenho uma rotina estabelecida. Acordo bem cedo, as 5 horas da manhã, acordar cedo foi algo que deu muito certo pra mim.

O dia fica maior e mais produtivo. Acordo escuto alguma coisa, edito, faço uma caminhada. As 8 horas eu sento no meu computador, começo a escrever, já vou abrindo as redes e começo meu fluxo de trabalho diário.

Gabriel: Dentro do seu fluxo de trabalho você tem a elaboração de documentos jurídicos e atividades tipicamente de advogado. Além disso o que você faz?

Pedro: Desde que eu sai do escritório e comece a trabalhar online, muita coisa deu certo para mim e muita coisa não.

Dentre elas, percebi que o que deu certo eu podia compartilhar com outras pessoas.

Então eu comecei a escrever, e com isso surgiram outros tipos de serviço.

Muitos advogados tem dúvidas de como começar a escrever.

Quando eu comecei a escrever, sugiram outras demandas. Meu blog é o maior marketing do meu trabalho.

Depois, comecei a escrever e produzir conteúdo para outros escritórios de advocacia.

Então, comecei a desenhar um curso e ainda quero lançá-lo. E talvez possa ate surgir uma outra carreira daí para frente.

Gabriel: Quando você fala de produção de conteúdo, pela minha experiência conversando com outros advogados, muitos deles tem uma dificuldade muito grande em enxergar qual valor que um artigo vai gerar pro escritório.

Você sabe me falar os resultados que você teve por meio do blog?

Pedro: O meu conteúdo é voltado para advogados, são meu público alvo.

Então eu já tenho quase 3000 seguidores no Linkedin. E isso só com conteúdo orgânico, nada pago.

No Jusbrasil são mais de 1200 seguidores, fora os vários e-mails que eu recebo todo dia.

Para mim, o resultado foi 100% de melhoria, da muito certo escrever.

Escrever e distribuir o conteúdo, se for um conteúdo bom, autêntico e tiver uma consistência legal da muito certo. Se for conteúdo de qualidade.

Gabriel: Em quanto tempo você começou a enxergar os resultados? Foi logo nos primeiros artigos?

Pedro: Acredito que tenha sido no décimo artigo. Foi um texto muito legal que eu escrevi, o título dele foi uma pergunta: “Advogado, você precisa mesmo de um escritório físico?” 

A partir desse texto muita gente veio me perguntar sobre meu trabalho, foi como um divisor de águas na minha estratégia.

Gabriel: Atualmente você escreve uma média de textos por semana, tem um cronograma para escrita??

Pedro: Sim, eu publico no meu blog, no Linkedin e no Jusbrasil semanalmente.

Contribuo também para outros blogs, além de criar conteúdo para alguns advogados e para escritórios de advocacia. Então não tenho uma média exata.

Gabriel: O Pedro tem um jeito de escrever único, os textos que ele escreve para o Blog da Freelaw, sempre geram um alcance maior.

Talvez seja por causa da base de leitores que já tem, mas a gente sempre percebe pelos números que analisamos.

Pedro, você usa alguma tecnologia ou ferramenta no seu dia a dia que indicaria pra os advogados que estão nos escutando?

Ferramentas

Pedro: Sim. Hoje eu organizo tanto meu trabalho como minhas coisas pessoais através do Trello , uma ferramenta muito pratica. Eu organizo desde os prazos dos alguns clientes até assuntos pessoais.

Não costumo usar muitas ferramentas, eu gosto de concentrar o máximo possível em uma só.

Gabriel: E software jurídico? Você usa algum?

Pedro: Uso sim. Atualmente estou usando o Escritório Online, do Jusbrasil.

Gabriel: Temos alguns artigos no blog da freelaw que sempre citam o Trello e o Asana.

Nos usamos o Asana na Freelaw, que é um corrente do Trello. São ferramentas bem mais visuais que as que os advogados costumam usar no dia a dia.

Para quem souber utilizar é bem bacana. Mas não é só um quadro bonito que vai resolver a sua vida.

As ferramentas estão muito ligadas a métodos, como você executa tudo de uma forma mais rápida mais eficiente.

Pedro: Eu acho que antes de ter uma ferramenta você deve ter um sistema de organização e usar a ferramenta pra te ajudar nisso.

Vejo que muita gente faz o contrário, pega a ferramenta e tenta organizar ela sem um sistema.

Gabriel: Pedro, tenho mais uma pergunta pra você.

Qual é a sua visão de futuro para o seu escritório?

Onde você se vê daqui a 5 anos?

Você pretende contratar alguém?

Tem vontade de ter uma secretária?

O que você pensa sobre isso?

Pedro: Eu penso em continuar carregando meu escritório na mochila, Gabriel. Ser o mais minimalista possível.

Estou estudando algumas ações, algo que eu quero oferecer pros meus clientes. Mas tenho focado mais no meu outro trabalho, que é ajudar advogado a ter mais autonomia.

Quero escrever um livro e vou lançar o meu curso em breve.

Quero viajar o mundo e trabalhar ao mesmo tempo, conhecer muita coisa.

Inspirar e ajudar outros advogados a terem também mais qualidade de vida, terem mais tempo pra dedicar pra sua família.

Eu sei como é sentar em uma cadeira e ficar o dia inteiro. As vezes você cumpre seu trabalho na metade do dia, mas tem que ficar ali só matando tempo pra cumprir aquele ritual.

Então eu quero ter mais liberdade ainda e quero ajudar outros colegas a encontrá-la também. Essa é minha missão.

Home office e advocacia online

Gabriel: A gente fala muito sobre esse tema na Freelaw. Uns dos slogans que mais usamos e falamos para o nosso cliente é: “Aumente o tamanho da sua equipe sem aumentar sua estrutura.”

Você realmente não precisa de contratar tantas pessoas. Você pode conseguir enxugar bastante a sua equipe física.

A advocacia online e o home office podem ter ajudar a limitar sua equipe e diminuir seus gastos.

Claro que não se aplica para todos os casos, mas para a maioria dos escritórios pode ser uma ótima alternativa.

Pedro: Inclusive antes de conhecer a Freelaw. Quando eu tinha um volume de prazos muito grandes, eu cheguei a precisar de mão de obra extra. Então, contratei um amigo de infância, que também é advogado.

A gente fez tudo online, de maneira remota. Eu enviava para ele o serviço e fixava um prazo.

Hoje depois de muito tempo, conheci a Freelaw, que é uma ideia fantástica.

Esse slogan de vocês é muito legal e retrata bem a idéia do advogado do futuro.

Que atua com redução de custos e otimização do tempo de serviço sem perder qualidade.

Gabriel: Obrigado, Pedro. Além da Freelaw você tem contato com outra lawtech que você indicaria pra outros advogados?

Pedro: Eu uso bastante também o Jusbrasil. Eles estão com serviços muito bons. Como o escritório online.

Atualmente eu uso só essas essas duas plataformas jurídicas digitais. A Freelaw e Jusbrasil.

Orientações finais

Gabriel: Você tem algum recado final para os advogados que estão nos escutando?

Qual conselho você daria pra um colega que quer atuar na advocacia online mas acha que essa realidade é muito distante pra ele?

Pedro: Tem uma coisa que eu sempre digo, não tenha a profissão como um fim para si mesmo, como o fim da sua vida.

Pega a profissão e usa ela como um meio de você conseguir conquistar seus objetivos.

Estude formas de usar sua profissão pra viver a vida que sempre quis.

Seja ganhar dinheiro, seja ter liberdade. Um não é excludente do outro.

Acho que é isso. Nunca tenha a profissão como a finalidade da sua vida. Que ela seja um meio para conquistar seus objetivos.

Tenha a mente aberta, busque referências além da área jurídica. Tem muita gente boa escrevendo por ai. Você pode pegar essas ideias e tentar aplicar no seu dia a dia,.

Busque nômades digitais, veja como eles viajam o mundo e trabalham ao mesmo tempo sem sem afetar a condição financeira.

Foi de onde eu dei esse salto. E hoje estou morando em um sítio.

Gabriel: Eu acho legal que você pega sua essência e está criando sua vida de acordo com o que você quer, e não com o que a profissão impõe pra você.

Talvez quem valoriza outros valores pode buscar outro caminho com o Direito.

Pedro: As vezes a pessoa só quer ficar mais tempo com sua família. Outros querem comprar uma super casa, mas sempre tenha em mente que a profissão é um meio para conseguir seu fim.

Gabriel: A última reflexão final, de algo que me marcou. Você não se limitou a ser advogado.

Você começou a ser um advogado online, captar clientes através de seus textos. Percebeu que escrever para outros advogados poderia ser também uma profissão.

Queria dizer aos advogados para se abrirem para novas possibilidades e experiências.

Pedro: As vezes sua nova atuação não vai envolver tantos processos, mas você pode ajudar empresas assessorando outras pessoas.

Não fechem a mente, a gente pode sempre buscar alternativas e fontes de renda variadas.