O que seu escritório de advocacia pode fazer para sobreviver em tempos de crise? A advocacia online pode ser uma opção. Sabemos que você chegou até esse artigo com muitas dúvidas, por isso, estamos dispostos a te ajudar a sanar cada uma delas. Por isso, entenda esse conteúdo como um manual, no qual você terá a oportunidade de saber ainda mais sobre como se reinventar no mercado jurídico. Você poderá escolher o assunto que preferir, direcionar-se para outros artigos, outros subtítulos e aprender ainda mais sobre uma realidade que veio para ficar.

Entre diversos assuntos, você vai entender sobre como: a rotina da advocacia online, inclusive em tempos de pandemia; o que você precisa de fazer para dar os primeiros passos para criar uma carreira digital; utilizar a tecnologia a seu favor para superar uma crise; e iniciar a produção de conteúdo na internet.

Advocacia online no contexto atual

Como atuar na advocacia online?

A advocacia online requer uma capacidade de inovação do advogado. Por meio dela, algumas funções jurídicas tornam-se mais práticas, porque são aliadas à tecnologia. Assim, é possível:

  • Automatizar tarefas que outrora eram executadas manualmente;
  • Conectar-se com advogados e com clientes pela internet;
  • Analisar dados e métricas que auxiliam na tomada de decisões;
  • Diminuir custos;
  • Definir novas estratégias processuais;
  • Utilizar mecanismos para mediar e resolver conflitos online;
  • Oferecer serviços jurídicos e precificar os honorários de forma inovadora;
  • Aprimorar a gestão interna de um escritório de advocacia ou de um departamento jurídico;
  • Compreender e acessar dados públicos com mais facilidade e velocidade;
  • Agilizar a contagem de prazos processuais e otimizar a organização das tarefas diárias.

Caso você queira saber ainda mais sobre como o seu escritório pode ganhar relevância na internet, ouça o episódio abaixo do podcast Lawyer to Lawyer:

Quais ferramentas utilizar?

Alguns softwares são adequados para gerenciar escritórios de advocacia online (e físicos também). Listamos abaixo alguns muito úteis para o seu trabalho diário, verifique:

  1. JusBrasil: revisa os seus documentos, por exemplo, de modo a evitar erros de português;
  2. Slack: essa é uma ferramenta gratuita de mensagen;
  3. Google Drive: usado para arquivar documentos e arquivos;
  4. Appear.inZoomGoogle Meet: ideais para a realização de chamadas de vídeo (neste conteúdo há outras opções);
  5. TrelloAsana: usado para a gerir e organizar tarefas;
  6. Discord: além de criar salas de chat privadas, você também pode se comunicar em chat de voz e de texto.

Quais os desafios e oportunidades na advocacia online?

Sabemos que existem desafios e oportunidades quando se trata de começar a trabalhar como advogado na internet. Nesse sentido, é possível resumi-los a um único ponto: a tecnologia. Ela é a responsável pela evolução da prática jurídica, mas exige que o advogado se adapte às constates inovações. Em uma profissão marcada por tradicionalismos, não é fácil convencer os advogados mais antigos à essa adaptação. Contudo, se você está disposto a encarar o novo, saiba que está um passo à frente em relação aos seus concorrentes.

Na entrevista a seguir, cedida por Bernardo de Azevedo e Souza, você vai entender bem melhor sobre quais são esses desafios, que se tornam oportunidades:

Gestão e delegação de tarefas jurídicas online

Para os advogados que precisam atender às suas necessidades (como ampliar a equipe), outras saídas são possíveis ao invés da contratação fixa, adequadas às demandas do dia a dia. As listamos abaixo;

  • Advogado freelancer: essa é uma opção de emprego viável e cada vez mais popular no meio jurídico. Diversos escritórios têm adotado essa abordagem, acreditando ser uma oportunidade para melhorar a eficiência e reduzir custos. Essa forma de contratação permite que a empresa abra o escopo dos serviços prestados a um custo menor, mantendo a boa qualidade;
  • Correspondente jurídico: esse advogado funciona como um “despachante” e é contratado para necessidades menos complexas. Este é um método eficaz e até eficiente. Os escritórios podem buscar correspondentes jurídicos de diferentes maneiras e contratá-los para um trabalho mais pontual, mas existe um certo risco em relação à qualidade do trabalho profissional (nesse caso, o interessante é encontrar uma legaltech, como a Freelaw, que faça a intermediação);
  • Parcerias jurídicas: as parcerias podem ser realizadas para resolver um caso, nos qual os honorários são divididos. Assim, ambos os escritórios podem receber de forma proporcional: quem faz o trabalho e quem conseguiu o cliente. 

Caso você queira saber mais afundo sobre essas modalidades, acesse o artigo “Advocacia 4.0: o manual completo do advogado do futuro“.

Case de uma advogada referência na advocacia online

Agora você vai conhecer um case de uma advogada online, referência na área do direito imobiliário. Saiba quem é Mariana Gonçalves, a entrevistada do Lawyer to Lawyer:

Mariana Gonçalves: a entrevistada

Mariana Gonçalves é advogada atuante exclusivamente em direito imobiliário, em seu escritório com sede em Belo Horizonte/MG, mas com clientes em todo o Brasil. Além da advocacia, ela ajuda jovens advogados a enfrentarem os obstáculos de início de carreira com planejamento e boa gestão de escritórios de advocacia. É palestrante e ministra cursos presenciais e online em todo o país sobre contratos e documentação imobiliária, além de diversos outros cursos para jovens advogados que precisam gerir seus escritórios e carreiras jurídicas. Ela é autora e organizadora do blog Mariana Gonçalves, voltado para os principais assuntos jurídicos do mercado imobiliário e do Blog Minutos de Direito com conteúdos sobre carreira jurídica.

Gabriel Magalhães: host do Lawyer to Lawyer

Gabriel Magalhães é um dos fundadores da Freelaw e o host do Lawyer to Lawyer. Ele é bacharel em Direito pela Faculdade Milton Campos, possui formação em Coaching Executivo Organizacional pelo Instituto Opus e Leading Group. Também tem formação em Mediação de Conflitos, pelo IMAB, e em Mediação Organizacional, pela Trigon e pelo Instituto Ecossocial; certificações em Inbound Marketing, Inside Sales e Product Management pelo Hubspot, RD University, Universidade Rock Content, Gama Academy e Tera, respectivamente.

Caso você prefira, é possível ouvir a entrevista completa:

A história da advogada Mariana Gonçalves carrega um simbolismo muito grande, porque traz para você um pouco de esperança em dias difíceis de crise econômica e sanitária. Ela é uma das maiores influenciadoras digitais do ramo jurídico no Brasil, tem um canal no YouTube com mais de 125 mil inscritos, uma conta no Instagram com mais de 60 mil seguidores, é especialista em direito imobiliário e ministra cursos e eventos para jovens advogados. 

Durante o episódio acima do Lawyer to Lawyer, Mariana Gonçalves comenta sobre: criação de um escritório de advocacia digital, aproveitando momentos de crise; como tecer a estratégias e trabalhar com marketing, produção de conteúdo; e também como melhorar a divisão de tarefas do escritório de advocacia. Então, se você quer saber mais sobre todos esses assuntos, não deixe de ler os parágrafos abaixo!

O porquê de investir em uma carreira online na advocacia

A pandemia do novo coronavírus, com as medidas necessárias de distanciamento social, remodelou a forma dos escritórios trabalharem, adaptada ao home office – um choque para vários advogados. Na visão de Mariana, o auxílio da tecnologia permite o ganho tempo, o qual pode ser investido em outra coisa – seja em lazer com a família ou mais tempo dedicado ao trabalho. Ela comenta que sempre percebeu isso, mas que não era esse o principal objetivo dela no início da atuação “super online”, mas a necessidade era de clientes.

A advogada online é de Itajaí, em Santa Catarina, e comenta que atuava como corretora de imóveis, era dona de uma imobiliária que fechou quando se formou. A partir daí, Mariana abriu o primeiro escritório de advocacia, mas sabia que não teria muitos clientes na cidade, por mais que ela já atuasse no mercado imobiliário há anos naquela região. Então, ela vendeu a imobiliária, acreditando que teria muitos clientes, já que era o único escritório da cidade trabalhando exclusivamente com direito imobiliário. Contudo, as coisas não saíram como o esperado.

Então, a advogada teve que ir para a internet. Criou despretensiosamente o blog Mariana Gonçalves, que fala exclusivamente sobre direito imobiliário, no qual escrevia resumos de coisas que ela considerava importantes e queria estudar enquanto não apareciam clientes, podendo contribuir com várias pessoas (não advogados, a ideia do blog era ajudar realmente o público em geral, que depois foi percebido como público-alvo). 

Dessa forma, o blog bombou: teve bastantes visualizações do Brasil inteiro, com procura por atendimento por gente de todo o país, porque as pessoas liam o conteúdo, gostavam da forma como eram escritos e ligavam para ela para se consultarem. Por exemplo, às vezes era possível atender online uma pessoa de São Luiz do Maranhão, situação economicamente inviável em um atendimento presencial.

Como ela sempre buscou atuar na área extrajudicial, a atuação fora de Santa Catarina era muito tranquila. Às vezes o cliente só queria um contrato de compra e venda de um imóvel, a minutas de uma escritura de uma negociação um pouco mais complexa… Por isso, era super viável fazer isso de qualquer lugar.

Advocacia online em blog; isso é possível?

O processo de criação do blog Mariana Gonçalves surgiu da seguinte forma, como ela mesma narra:

“Eu estava dentro do meu escritório lá de Santa Catarina, que devia ter um mês de funcionamento e um total de zero clientes naquele momento, e eu pensei assim: ‘poxa, na faculdade eu não tive direito imobiliário, o mais próximo foi direito notarial e registral, matéria super importante para quem atua nessa área’. 

Daí eu pensei: ‘eu tenho que estudar!’.

Dessa forma, a primeira matéria que eu queria muito estudar e entender como funcionava era Retificação de Registros Públicos e da forma extrajudicial. Parei e estudei por uns dois dias, no final, como sempre tive o costume de escrever um resumo após estudar para uma prova acadêmica, fiz também um resumo para essa matéria e ele ficou muito legal no meu ponto de vista (que já é diferente atualmente, por estudei marketing e conheço mais sobre produção de conteúdo). 

Então eu pensei: ‘ficou muito legal, não posso deixar guardado na minha gaveta’. Cogitei colocar no Facebook, mas era muito grande; LinkedIn na época não era algo que eu sabia mexer, então não era uma possibilidade. Por fim, pensei na possibilidade do WordPress, entrei e olhei como funcionava, vi que se eu pagasse R$90 eu conseguiria um template bonitinho e interessante para fazer tipo um blog. Então, eu mesma com os R$90 criei o blog, comprei um domínio (que agora não vou lembrar exatamente quanto custou) e meu blog se chama marianagoncalves.com.br. É claro que eu dei uma pesquisada em outros blogs para ver o que eu achava legal e o que eu não achava legal.

Depois de anos contratei um programador para deixar com a cara que eu queria. Tempos mais tarde, percebi novamente que não estava bom, mudei a plataforma do blog e hoje eu mesma cuido de todos os detalhes, inclusive de formatação nos dois blogs, inclusive no Minuto de Direito.

Percebo que um site é algo indispensável. Você ter um endereço na internet permite visitas de pessoas que vão lhe buscar no Google, diferentemente daquelas fotos super antigas de farra do Facebook! Não que você não possa fazer farra, não é isso, não estou querendo que o cliente pense que você é santo, mas como que vai ser essa primeira impressão? Com um site, o cliente vai achar legal ter uma primeira impressão de confiança e de credibilidade. Tenha um endereço online sério no qual você se apresenta”.

Rotina de produção de conteúdo

Mariana conta que a rotina de produção de conteúdos dela é muito maçante, pesada. Ela tem colunistas no Minutos e no Mariana, mas aprova e revisa todos os conteúdos. Às vezes, atua com direito imobiliário, mas não é toda a área do direito imobiliário. Por isso, às vezes, ela precisa estudar e ter certeza se aquela pessoa escreveu um conteúdo compatível com o que a norma impõe. 

Além dos blogs, existe o Instagram, com programação de conteúdo, um canal no YouTube, um grupo no Telegram com mais de seis mil advogados falando sobre gestão e planejamento de carreira, dois canais de podcast: Casal de Advogados e As Advogadas. Como são muitos conteúdos mensais para administrar essas plataformas, e isso demanda muito tempo, a advogada tem uma funcionária que fica por conta disso. Ainda assim, ela gasta uma média de 2h por dia – incluindo os finais de semana – para produzir todo esse conteúdo.

Como gerir o tempo de trabalho e produção de conteúdo

Como conseguir conciliar o tempo de trabalho com os serviços jurídicos e a produção de conteúdo? Esse é um desafio para muitos advogados, visto que eles têm que atribuições como: fazer petição de audiências, atender clientes e lidar com a rotina exigente da advocacia. É uma questão de prioridade.

Mariana relata que muita gente pergunta como ela dá conta de atuar em produção de conteúdo e em gestão. Ela conta que isso é uma prioridade, pois deixa de lado coisas que ela gosta, mas que não são prioridades na vida dela, como: ficar tantas horas nas redes sociais e estar em dia com as séries da Netflix, por exemplo. Essas atividades vão acontecer, mas em outros momentos.

O fato é que nenhum advogado online consegue trocar seus clientes, abrindo mão daqueles que não trazem retorno, para conseguir os clientes ideais. Conseguir isso por meio da produção de conteúdo demanda disciplina, porque no começo demora até pegar o jeito. “No meu primeiro post, demorei dois dias estudando, depois montei um resumo e só após isso passei para o blog e publiquei. Ou seja, foram praticamente três dias para produzir um conteúdo, enquanto hoje em dia eu produzo um conteúdo em torno de meia hora”.

Um advogado online assim sai da faculdade sente dificuldades, porque o que ele aprendeu foi a fazer petição inicial, contestação, mas não a produzir conteúdo para captação de clientes – algo muito mais simples que uma peça ou um artigo científico. Então, é importante que você separe momentos na sua rotina para aprender sobre esse tipo de estratégia de marketing jurídico, ou que delegue essa função para alguém do seu escritório.

Escreva para o seu público, não para os juízes

É importante, inclusive, que você tome cuidado, pois se você escreve uma produção de conteúdo para atingir um cliente e a redige como se estivesse falando com um juiz, a pessoa não vai ler o que você escreveu. Além disso, acreditamos que você não queira dedicar minutos do seu dia, da sua semana, para que ninguém sequer leia o conteúdo ou para que ele só atinja um público que não vai te contratar. 

Dessa forma, escrevendo de forma “difícil”, como se você estivesse escrevendo para um juiz, é uma estratégia que vai acabar atingindo outros advogados. Por fim, o seu contato com eles vai ser para compartilhar informações, o que é legal também, mas talvez não seja o objetivo. Para conseguir clientes e aumentar a sua carteira, você precisará escrever da forma como esse cliente vai gostar de ler e, consequentemente, entender.

Como lidar com os perigos econômicos do novo coronavírus 

Grande parte dos advogados, principalmente no começo da pandemia, pensaram assim: o que a gente faz? O Brasil vai parar? o CNJ suspendeu os prazos, o que vou fazer nas próximas semanas? Contudo, o que eles estão esquecendo é das outras várias atividades estratégicas que podem ser feitas tanto nesse período quanto no período normal, como a produção de conteúdo.

Em um momento de crise, o que pode ser feito é organizar o planejamento estratégico, pensar em ferramentas digitais para otimização de trabalho, utilizar ferramentas de produtividade… Existe um mundo de opções, mas ignoradas porque, muitas vezes, os advogados não enxergam seus escritórios como negócios.

É muito importante notar que o dinheiro, com essa crise do coronavírus, não some, mas para de circular e às vezes muda de mão. Mas ele continua no bolso de muita gente. Então, qual a sua estratégia para alcançar essas pessoas em um momento desse? 

Por mais triste que seja, precisamos aproveitar esse momento de forma inteligente:

O que eu posso mudar na minha advocacia? Será que realmente tenho que me limitar às fronteiras da minha cidade? Será que é uma atuação consultiva neste momento não é interessante?

Pense em quantos advogados da área trabalhista, hoje, poderiam estar produzindo conteúdo e prestando consultoria online para diversos pequenos e médios empresários pelo Brasil. São pessoas que estão aflitas, que não sabem se ficarão parados por um mês, dois meses ou quarenta dias, não sabem o que fazer com seus funcionários, se podem ou não dar férias coletivas, reduzir o trabalho ou o salário… São vários dilemas que os empresários estão enfrentando e não sabem a resposta. E às vezes o advogado tá achando que a única forma dele ganhar dinheiro é esperando o empregado ou empregador bater na porta dele para contratá-lo para uma demanda.

Perceba que a parte consultiva pode acontecer nesse momento. O CNJ não suspendeu as relações entre as pessoas, que gerarão litígios e conflitos, por isso a consulta jurídica não está suspensa.

O livro do Nassim Taleb: “O antifrágil”, trata das crises e traz conceitos para que as empresas sejam anti-frágeis diante de uma crise. As crises são inevitáveis, mas o que a gente pode fazer para aproveitar ao máximo o benefício que é gerado delas? Se estamos enclausurados agora, talvez seja um bom momento para que o meio jurídico aprenda a trabalhar online.

Sabemos que muitos ficam emocionalmente abalados com toda essa situação e não conseguem focar da mesma forma. É super natural a situação de queda na produtividade, até porque muitos não estão acostumados com home office. Mas, muitas vezes falta ousadia e coragem para dar o primeiro passo, o start na produção de conteúdo para buscar o que você sempre quis, inclusive nesse momento de pandemia. Assim, caso você não tenha eu tenho curso para produção de conteúdo jurídico para internet, tente priorizar isso (e a Freelaw pode te ajudar, entre em contato!), dedicando quinze ou trinta minutos do seu dia para algo que vai ser importante para a sua própria carreira. 

Como organizar a rotina de home office

Mariana diz que o escritório dela hoje não é totalmente online, ela tem um escritório padrão em um prédio comercial em Belo Horizonte, que tem secretária, mesa, normal, como o padrão dos escritórios. Mas ela é uma advogada que tem atuação online por conta de todos esses anos publicando assuntos sobre direito imobiliário, trabalhando com redes sociais e gerando conteúdo de valor. Por isso, ela acabo sendo procurada por pessoas de todos os lugares do Brasil.

80% dos clientes da advogada não são de BH: eles vivem em Santa Catarina, em São Paulo, no Maranhão, em Salvador, em diversos estados além de Minas Gerais. Assim, Mariana é a advogada sócia que cuida da gestão do escritório, do financeiro, quem delega clientes e atividades para os outros advogados. A rotina dela funciona muito bem em qualquer lugar, estando com um computador, um iPad ou um celular na mão em um espaço que consiga trabalhar. A estrutura extremamente bem organizada para ser eficiente é dispensável.

Em casa, geralmente no início da manhã ela resolve as pendências na internet, cuida do que vai ao ar, revisa, faz atendimentos, enquanto à tarde vai para o escritório físico, onde continua a atuação. Os atendimentos são quase todos virtuais, então geralmente as pessoas entram em contato com a recepção do escritório, fazem o agendamento e acertam os valores antecipadamente por TED ou por boleto, para, posteriormente, já com o horário marcado, entrarem em uma sala de reunião online para serem atendidas. Como ferramenta de gestão, Mariana usa um software jurídico no qual ela acompanha o que está acontecendo na empresa, o que cada pessoa está fazendo, concluindo ou atrasando. 

“Eu optei, desde sempre, em não ter um escritório gigantesco, como uma firma de advogados e vários estagiários, essa nunca foi uma opção para mim pois eu nunca gostei, sempre me propus – desde a graduação – a construir um escritório que atuasse de forma artesanal. Ou seja, todo cliente chega no escritório e é atendido por um sócio, ele não é tratado como um número, não recebe o modelo de petição ou de um contrato. Eu sento, elaboro, converso, conheço o cliente, ele vai ter meu número pessoal, pode mandar WhatsApp, pode me ligar fora do horário comercial, porque a gente atua dessa forma, sempre quisemos entregar esse serviço”, comenta. 

Para continuar entregando esse serviço, ela conta que não poderia ter dez advogados associados no escritório, pois perderia essa essência. Ainda assim, os sócios dela ficam exclusivamente com a parte de atendimento ao cliente, não ficam com nada da parte de gestão.

Troca de experiências em gestão para advogados online

Vários advogados e advogadas têm até arrepios quando se fala em gestão, principalmente na parte financeira. E, como já foi dito, um escritório de advocacia é uma empresa, precisa ser administrado, pois vai muito além da elaboração de petições. Mariana relata a sua experiência com gestão:

“Para saber um pouco mais sobre isso, eu compartilho muito em um grupo que tenho no Telegram com advogados que se interessam pelo assunto. Lá falamos sobre planilhas de controle de clientes, de controle de finanças, de como divulgar seu negócio, sites… Enfim, se você que está aí um pouco perdido e quer conteúdos direcionados por essa área, sugiro entrar nesse meu grupo do Telegram“.

Como um advogado online pode trabalhar com segurança?

O Freelaw é a maneira mais segura de os escritórios de advocacia contratarem advogados sob demanda. Por meio dela, é possível realizar a contratação de diversos serviços jurídicos, como petições e redação de contratos, mediante uma flexibilidade para as equipes e para as áreas de atuação do escritório, de acordo com as necessidades, o que reduz de custos fixos e de estrutura física e de pessoal.

Os pontos positivos de para quem contrata a Freelaw são inúmeros: sobrecarga de trabalho no escritório reduzida; flexibilidade para aumentar e reduzir a equipe e as áreas de atuação jurídicas conforme a necessidade; maior diferencial competitivo do escritório; redução de custos fixos; agilidade na execução de serviços jurídicos; mais tempo para atuação de forma estratégica e focada em melhorias, já que problemas jurídicos são diminuídos.

Quer saber mais? Você vai conhecer melhor a Freelaw neste vídeo:

E para você que chegou até o fim deste artigo: parabéns. Com certeza você já se destaca de outros advogados que não possuem todo esse conhecimento.

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